Li  “Os Anagramas de Varsóvia” de Richard Zimler.

Muito bom!

Li-o como leio um policial.
Num irresistível abrir e fechar de olhos.
Lerei novamente em breve,
desta vez com calma para aproveitar
a escrita e os pormenores da História.

Para quem quiser ler Entrevistas | Notícias| Comentários:

Richard Zimler – TimeOut

Zimler: «Custou escrever ´Os Anagramas de Varsóvia´» – Diário Digital

Richard Zimler revela os seus gostos – Expresso

Anagramas de Varsóvia – A qualidade do Silêncio

Richard Zimler – Entrevista a propósito de “Os Anagramas de Varsóvia” – Porta-livros

A pedido,
no desespero do último momento
- já sem fôlego -
Pinto o Vento:

a Cores

Roubo gotas de chuva

Pincelo azul:

azul cinzento:
cinzento triste

Pinto o vento:

luz translúcida, viajante
Folhas verdes:
límpidas
Brisa despida em sete cores
Chuva aos pingos:
coisa pouca
O vento no arco-íris.

Pinto o vento sem cores:

Na praia, céu azul
Brisa aquosa:
suave, salgada
Salpicos de água balançam em lufadas de silêncio transparente

E no último momento
- já sem fôlego -
Desenho-o no ar com palavras:

AO VENTO

Exercício de escrita criativa sob forma de Poema
a pedido de Bela Duarte para as Conversas do Café Grilo:
A endiabrada tentativa de pintar a cor do vento


Há três dias que não páro de me assoar e de espirrar.
Está um clima tropical horrível: 27 a 30º com a humidade muito elevada.

Pelo menos não há vento.
Caso houvesse isto estava mais sequinho por aí.

Com as diferenças de temperatura e os espirros
não se pode permanecer no laboratório.

Enfiei-me em casa depois de duas tentativas frustradas pelos espirros sucessivos.

Fui alugar uns filmes… abençoados.

Não sendo visitante assídua do clube de vídeo, nem tãpouco de cinema
estou sempre a esquecer-me de como os filmes
nos podem dar umas inspirações momentâneas excelentes
para nos revigorarmos e decidirmos arrumar a vidinha.

A um passo do amor” (2008)

Inspirada pelo anúncio na capa dos 20 prémios e 11 nomeações que recebeu, escolhi o:

Uma história japonesa de amor” (2003)

Excelente!
Filmado de uma forma lenta o que lhe dá uma serenidade
e que eu estava a mesmo a precisar.
Imagens deslumbrantes e silêncios, muitos silêncios próprios da vida.
Como li por aí também ” muito sensual” e “desarmante”.

Comentaram-me que sou hermética.

Eu não sou hermética, estou só à espera de ser descoberta a pouco e pouco, que é assim que acredito que se constroem Amizades, das que perduram para a Vida, mesmo que se esteja ausente, muito tempo: anos.

Conto coisas quando me apetece, não quando alguém pergunta. Não estou sempre com disposição para conversar quando alguém tem um bloco e uma caneta na mente, mas durante viagens de carro, refeições, momentos despropositados, pelas tardes dentro…

Conversas:

as melhores surgem espontaneamente no meio de respostas e perguntas, no meio de confissões. Essas conversas constroem amizades, talvez até amores escondidos.

É por isso que não poderei ser investigadora, pelo menos durante muito tempo. É que é suposto os investigadores saltitarem de instituto em instituto, de universidade em universdidade, de país em país. E isso para mim não poderia resultar. Demoro muito tempo a reconstruir a vida, demoro demasiado tempo a fazer Amigos e por isso não teria tempo para me sentir em casa, para me sentir equilibrada, para me sentir feliz.

Para a Bela
P.S.: Algumas destas palavras foram inspiradas
num parágrafo escrito por Åsne Seierstad na página 13.
É bom encontrarmos as nossas palavras
nas de alguém que tem a coragem para viver
o que a escritora viveu durante as guerras,
as declaradas sobre as quais escreveu
e as escondidas,
as interiores,
dentro do lar de uma família afegã
com a qual co-habitou em Cabul.
São as tais palavras que gostaríamos de ter escrito
algures num caderno,
mas que cujo jeito ou criatividade  nos faltou.

O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad é uma espécie de “ficção real”, que resultou da estadia da jornalista norueguesa, Asne Seierstad, em Cabul, depois de cobrir a ofensiva da Aliança do Norte contra os taliban. Acolhida vários meses pela família de um livreiro afegão, Seierstad escreve um livro onde relata o quotidiano, as relações, as tradições de uma família da classe média na capital afegã. Apesar de uma aparência de abertura e do elevado nível cultural, Sultan Kahn (o nome ficcionado do livreiro) relaciona-se com a sua família e os demais da forma mais tradicional (não deixando os filhos estudar, reagindo mal à ideia de a criança que estava para nascer, da sua segunda mulher, pudesse de novo vir a ser uma menina, etc.). O verdadeiro livreiro insurgiu-se contra a publicação, procurando por todos os meios impedi-la, acusando Seierstad de má-fé para com ele, que a recebera de forma hospitaleira, mas o livro já foi traduzido e publicado em mais de vinte países.

Perdi o pôr-do-sol,
mas de regresso a casa encantei-me com uma Lua gigantesca
a lembrar que estamos em Setembro
e que este é o mês de todas as maravilhas da natureza na Foz.

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Passeio com o Xico no passadiço ao longo da lagoa.
Agora já se pode andar de bicicleta em segurança.

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Café todos os dias de manhã na escola de vela,

e-mails e  escrita em dia no meu EEE 1101.

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Praia da Foz do Arelho onde desagua a Lagoa de Óbidos

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Lagoa de Óbidos

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O Xico como sempre presente nos meus dias

E um passeio à noite pela praia para correrias enlouquecidas.

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Sabores perfeitos!

Materiais e condimentos

  • 1 Frigideira wok
  • Azeite qb
  • 1 Cx cogumelos escuros frescos
    2 Cx míscaros frescos
  • 100 g Esfinafres congelados
  • 1/2 Courgette
  • 1 Pimento verde
  • 50 g Coentros frescos
  • 50 g Bifes de soja seca
  • 200 g Queijo mozarella fresco
  • Sal marinho qb
  • Alho em pó qb
  • Arroz agulha branco de manteiga bem sequinho qb
  • Chá Alpino quente (tem menta e tal) para acompanhar e ajudar a fazer a digestão.
  • Pratos laranja, canecas ou amarelas e talheres de acrílico transparente
  • Base verde alface

Métodos ou Mãos à obra

Nada mais fácil!

Os vegetais e os fungos cortados em pedaços de tamanho a gosto, azeite qb para dentro da panela, deixar aquecer um pouco e deitar tudo lá para dentro em lume forte. Deixar cozinhar a gosto, reduzindo o lume. Não deixar evaporar toda a água que fica no fundo. Quando estiver quase pronto colocar o queijo lá para dentro em lume brando e ir misturando. Quando já estiver tudo coladinho com o queijo derretido, servir com o arroz em pratos laranja e talheres com acrílico transparente. Sugere-se que a caneca do chá seja amarela para contrastar com a base verde alface para dar um colorido à mesa. Lamento mas não há fotos.

Suponho que  a refeição fica óptima com um bom vinho branco alentejano bem gelado ou uma mini, mas infelizmente recordo que não me posso aventurar com bebidas alcoólicas.

Estou muito moderna.

Agora já faz sentido tirar fotos à sucapa com o telemóvel.

Agora, sim, já posso fazer mais do que tirar e ver naquele quadradinho minúsculo.

Não que a qualidade seja alguma coisa de jeito, mas é bom para apanhar momentos.

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Cumprindo a tradição:
Férias igual a corte

- O corte do costume, por favor, escadeado que dê para apanhar em rabo de cavalo.

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Já cá estou.

Neste exacto momento a escrever na escola de vela com o meu brinquedo novo e o diário de Berlim que estou finalmente a terminar com ajuda da Wikipedia.

Desapareceu a multidão e sobrei eu, o Xico e uns alemães que acamparam na piscina.

Isto está um sossego.
Se não estivesse vento estaria um calor insuportável.

Sou uma rapariga moderna: para além de ter um computador minúsculo do tamanho de um livro do Richard Zimler, que tem uma bateria que dura 6 a 8 horas, já comprei o novo livro dele próprio com desconto de 15% .

Os Anagramas de Varsóvia foi o primeiro livro que comprei antes do lançamento, que por acaso é hoje – aliás foi adiado para dia 7 de Setembro. É claro que foi on-line, por causa dos 15% e dos portes de envio serem oferecidos :-)

Não gosto muito destas coisas de comprar livros na net, mas tenho de me modernizar. É uma forma de controlar as despesas. Cada vez que entro numa livraria sinto a minha carteira em perigo. Portanto, estas compras específicas são muito boas, principalmente, porque não paguei portes de envio, ou seja, faz de conta que não paguei a viagem para o ir comprar. Para além disso ainda comprei outro livro com 15% a menos e sem os portes arrastado pelo outro. Resignei-me à curiosidade de ler No Teu Deserto.

É verdade gostei mais ou menos d’ O Retrato de Dorian Gray. Deve ter sido muito à frente para a época. É uma história dessa altura, de hoje e de sempre. A eterna juventude, a futilidade, o dinheiro e o consumismo não trazem felicidade. O dinheiro pode ajudar muito por motivos de saúde E para termos lares confortáveis e bonitos E para as pessoas que gostam de ler E viajar, mas a juventude é uma treta, porque não tem nada de sábio. Só adquirimos sabedoria com a experiência de vida.

Adoro as minhas rugas no nariz que só lá estão durante um bocadinho ao acordar e que teimam em desaparer durante a manhã. E adoro as rugas dos dedos dos meus pés. Vêem-se muito quando estão morenos. :-)

As pessoas não acreditam em mim, mas adoro as minhas rugas de estimação e gosto muito de fazer anos, porque significa que sei mais coisas e que já vivi mais outro ano.

Curiosamente não gosto de festejar no dia nem de receber telefonemas de pessoas que não interessam nada. Por isso costumo desligar o telemóvel ou não atendo. Já estou neste estado de não querer saber o que os outros pensam de mim. Chego mesmo a abandonar o telefone em qualquer lado, o que não parece meu, porque aquilo é insuportável.

Tenho pena de não ter cabelos brancos e acho que não os vou ter durante muito tempo, como a minha mãe. O meu primeiro cabelo branco nasceu este ano. Mesmo no meio, em linha com o nariz e no topo da testa. Lindo cabelo branco e áspero. Mostrei-o a toda gente. Não acreditaram que eu estava feliz. Um dia dei que ele já não morava lá e fiquei mais triste, porque assim as pessoas não me levam tão a sério. Pareço uma miudita sempre de rabo de cavalo e de t-shirts rasca e calças de ganga e isso às vezes não ajuda nada. Mas gosto mais assim. Sinto-me mais em casa. Acho que o meu chefe me levaria a sério até de fato de banho, que é o que interessa.

Pronto não tenho mais nada para contar que me lembre  por agora.

Vou gozar mais um bocadinho a linda vista da escola de vela para a água e para as montanhas e depois vou para as compras em busca de leite, alface e ração para o meu Francisco.

- Memórias de Adriano – continuação
- Snow – continuação
- O Livreiro de Cabul
- Cal
- O Codex 632

…. nas leituras, nos fogos, na água, no calor insuportável, no notebook, no diário da viagem a Berlim, perdida em pensamentos inúteis, agora neste fresco a indiciar Setembro…

Por entre o luto da recusa de um projecto – é mais tristeza, porque não acreditei na aceitação pela falta de coerência do método e pela falta de ambição -, pelo luto da bolsa estar praticamente perdida, por entre as linhas da Ler e d’Os Meus Livros, por entre devaneios e pensamentos sem futuro, leio vagarosamente O Retrato de Dorian Gray, Memórias de Adriano (há muitos meses que ando a ler…) e Snow (também há meses a ler).

Não faz o meu género ler aos soluços, mas parece que se não for assim nunca mais os leio.

Memórias de Adriano é difícil por ser descritivo, contudo interessante por espelhar a mentalidade dos líderes da Roma Antiga. O imperador tinha uma cabeça tão aparente diferente no seu tempo (e também do nosso tempo), o seu fascínio pela Roma fora de portas, o seu quase desprezo por Roma dentro de portas, o seu interesse pelos filósofos Gregos… A ausência de diálogos torna-o o pesado. É um diário inventado pela autora, Marguerite Yourcenar. É tantas vezes um espelho da sociedade actual.

Snow é difícil de ler por ser em Inglês e pelos escassos diálogos. Interessa-me por ter a sensação que o texto é de alguma forma belo, quase poético – talvez ignorância minha do Inglês -, por abordar uma sociedade diferente que possivelmente anseia (pelo menos uma parte dela) por se colar à maneira de ser “moderna” da Europeia. Estou ainda nas primeiras páginas apesar de já terem decorrido meses, ou até mais de um ano, desde que ganhei coragem para o comprar. Estou muito curiosa em saber se o homem que no fundo parte para a sua terra natal, porque mete na cabeça que se quer casar com uma antiga amiga que não vê há muitos anos, consegue os seus intentos e se realmente esses intentos fazem qualquer sentido. Será que quer casar por amor ou não quer morrer sozinho e por isso decide casar com alguém  “confortavelmente seguro” do seu passado. Sem vergonha de o declarar, acho que ainda não abandonei o livro, porque estou com muita curiosidade sobre a possível história de (des) amor.

Ler em Inglês é um pouco tortuoso, mas espero que se revele frutífero.

No meio dos devaneios sem futuro e dos meus lutos tento reencontrar forças para prosseguir o meu caminho sem grandes perspectivas de alguma segurança financeira ou emocional.

Sinto-me sempre a chegar à beira do abismo por esta insegurança que sinto.

É muito difícil prosseguir nos dias sem um objectivo claro a médio prazo. Não vislumbrar uma ideia de futuro tem sido árduo e bloqueador. Tenho esta sensação que me arrasto pela minha solidão – é um grave erro quem considera que não estou só, porque se o sinto é porque não me sinto segura com quem me rodeia, de uma forma ou de outra não me sinto segura. Seria um grave erro para mim própria se não o admitisse. É mais suportável admitindo como por vezes isso me pesa.

Talvez a vida seja sempre mais um passo para enganar a solidão. Talvez as leitura e os devaneios dos pensamentos sejam isso: sejam o melhor método que arranjei para enganar o facto de me sentir constantemente só, mesmo que por vezes esse sentir seja muito ténue, mas está sempre cá dentro e por isso os meus olhos sejam tristes, sempre tristes.

Sim, adoro gargalhar. Sim, ri-o algumas vezes em soltas gargalhadas, mas quando regresso ao silêncio sinto-me vazia, como se algo me faltasse. Sinto tantas vezes um buraco na alma no qual estou a cair e nunca páro de cair, estou a cair sempre… para dentro de mim. Para onde haveria de ser afinal?

A presença quotidiana de alguém que nos faça sentir seguros de alguma forma, que nos faça sentir Importantes e Úteis, que nos faça sentir confortáveis, ajuda-nos a prosseguir o destino “no mater what”.

Sinto muita falta de adormecer com ela, porque isso nos tempos menos difíceis era um grande conforto: era a ilusão de que nada de mal, pelo menos naquele momento, nos poderia acontecer. Essa ilusão faz-me uma tremenda falta.

E tudo isto é tão estranho, principalmente sabendo do meu lado racional, às vezes até incomodamente irracional.

Nim…
Não me entusiasma muito.
Explora o que o ser humano foi e continua a ser.
Nada mudou num século.

Depois exploro melhor.

 
 
eee 
 
Portátil
adj m+f portátil (portáteis [pur'tatɐjʃ] pl) [pur'tatil]
que pode ser transportado
E não só!
Pode ser facilmente transportado em qualquer malinha
sem o cabo de alimentação, sem rato, sem extras.
Só nós.

Parece que nos abraça e envolve e nos leva a pairar…

Now we are free
Gladiator
Hans Zimmer

Há anos que não ouvia.
Tenho o CD algures por aí.
Talvez alguém tenha ficado com ele.

Pois estou. Já foram só 5 linhas e já foram 14 ou 15.  Consultei cerca de 10 documentos, uns mais científicos do que outros, para ter a certeza que explico bem o tema que me propus escrever.

Não me venham dizer que o meu trabalho é fácil e que tenho uma rica vida, porque nem sempre é verdade…

Tenho sempre a sensação de não ser suficientemente eficiente na gestão do meu tempo… E, principalmente, porque parece impossível ser suficientemente clara. Isto não se consegue escrever para pessoas de 5 anos. Ninguém com 10 consegue perceber o que estou a querer dizer.

Às vezes já nem eu sei o que pretendo explicar. Estou com o cérebro em água.

Desde que me conhecia, a minha ambição sempre tinha sido escrever. Aos dezasseis ou dezassete anos já sabia que assim era e nunca me iludira pensando que poderia ganhar a vida com isso. Tornar-se escritor não é ‘decidir sobre uma carreira’ como quem decide tornar-se médico ou polícia. Mais do que escolhê-la, somos escolhidos, e uma vez aceite o facto de que não somos aptos para mais nada, temos de estar preparados para percorrer uma longa e árdua estrada durante o resto dos nossos dias.

Ler no Blogue de Paul Auster (em Português)

Texto da Time Out Lisboa

Texto do Citador

De todos os livros  de Richard Zimler só me falta o próximo que sai no dia 3 de SetembroOs Anagramas de Varsóvia – e o livro para crianças – Dança quando chegares até ao fim.

Ontem recebi o Trevas de Luz (em Inglês, porque não encontrei em Português depois de muitos esforços) e outro que não existe em Português (que eu tenha conhecimento), o Unholy Ghosts, publicado em 1996. Já tratei de os pôr na mesa de cabeceira com ajuda da Amazon.

Portanto, espero que seja agora que me ponho a ler em Inglês com entusiasmo!

Goa ou o Guardião da Aurora


Na colónia portuguesa de Goa, estava o século XVI a chegar ao fim, a Inquisição fazia enormes progressos na sua missão de impedir todos os «bruxos» – quer fossem nativos hindus, quer imigrantes judeus – de praticarem as suas crenças tradicionais. Os que se recusavam a denunciar outros ou a renunciar à sua fé eram estrangulados por carrascos ou queimados em autos-da-fé.

Ao viver nos limites do território colonial, a família Zarco consegue manter firmes as suas raízes luso-judaicas. Tiago e a irmã, Sofia, gozam uma infância pacífica aprendendo com o pai a ilustrar manuscritos e mergulhando no caos inebriante das festividades hindus celebradas pela sua amada cozinheira, Nupi. Quando as crianças atingem a idade adulta, a família é posta de lado quando, primeiro o pai e depois o filho, são presos pela Inquisição. Mas quem poderia tê-los traído?

De um rigor histórico notável, Goa ou O Guardião da Aurora é simultaneamente um policial histórico absorvente e, na sua profunda exploração da natureza do mal, uma poderosa reinterpretação do Othelo de Shakespeare.

Entrevista de Richard Zimler ao JPN

Texto sobre o livro no Rascunho

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As Berlengas faz bolhinhas na cabeça

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Bela, 6 Agosto 2006

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E que bom que é andar descalça por aqui
neste chão nojento!

Esta liberdade… Esta leveza…

Tom Thumb – Count Basie

Duas pessoas que namoraram/casaram
podem ser Amigas para Sempre até que a morte as separe.

Fico incrédula com as pessoas
que se atrevem a colocar os meus sentimentos em causa.
Se se metessem com as emoções delas
em vez de comentarem a vida dos outros faziam melhor.

Eu vou ser amiga dela para sempre se ela deixar
e se as circunstâncias o permitirem.

Ninguém tem absolutamente nada a ver com isso.

O resto são balelas de pessoas pouco inteligentes emocionalmente.

LápisLavra Papa Folhas no Cordel

Palavras lavradas a lápis em folhas de papel, penduradas com molas num cordel.

Letras semeadas são regadas,

palavras adubadas, cultivadas pelo Tempo.

Papam resmas de papel,

vivem almas na era digital.