Gosto de caminhar à chuva, de tagarelices travessas, de marcar golos com as mãos

 

A pedido, parti em busca do equipamento. Afinal clareava. A chuva parara. Saí a passo. Aos 50 metros caiu-me uma bátega de água em cima e foi caindo. Sob o olhar hilariante do público continuei na mesma cadência como se nada se passasse. Diz-se que caminhava cabisbaixa. Com tanta água a bater-me nos olhos mais valia o refúgio do olhar no chão. Gosto de caminhadas à chuva assim. Para quê a pressa se o trajecto é longo e a molha de qualquer forma inevitável?

No silêncio das árvores, cheiro a terra molhada e invado-me de serenidade.

No regresso, já de impermeável evitando uma ensopadela maior ainda, tagarelo-lhe travessa sobre a minha condição à chuva e a minha falta de jeito para jogar à bola com as mãos. Sorrio antevendo um Domingo de Família do Coração, do riso louco às lágrimas. A falta que lhe sinto quando estou longe, mesmo que à tão curta distância de um aqui tecnológico. Ao telefone não se vêem os sorrisos. É que os Amigos são a Família dos Afectos.

Se valeu a pena a jogatana de basquete? Claro! Vale sempre a pena umas correrias de miúdas atrás de uma bola e o prazer de conseguir encestar duas ou três vezes, mesmo com elevado esforço e persistência,… e fora do tempo do jogo…

 

 

 

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