Li – O Carteiro de Pablo Neruda

Quando andava de namorico com o “O Último Livro“, numa das várias incursões à prateleira para lhe fazer “olhinhos”, deparei-me com outro título sedutor “Aprender a Rezar na Era da Técnica” e com 40% de desconto… Li-lhe a primeira página e julgo que também a segunda. Se a tal mocinha lhe tivesse dado um pontapé em dado sítio eu teria ido até à terceira página e talvez por aí fora. Assim fiz um juramento em silêncio interior que nunca mais lhe tocaria.

Por entre as interrupções de sms com aviso de desconto de 25% em todas as amêndoas, das aflições fisiológicas e preguiça para as resolver, da ânsia pelo lápis para sublinhar e comentar, beijocas e olhares de promessas de amor eterno do Xico, balanço-me, olho o céu de Sintra e devoro o Carteiro de Pablo Neruda em frases assim:

E quando acabou de emitir esta vital comunicação, dirigiu-se à janela, desprendeu o anúncio e fê-lo mergulhar no mais profundo do bolso traseiro das suas calças.

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3 thoughts on “Li – O Carteiro de Pablo Neruda

  1. Não sabia que por terras portuguesas as pessoas também apreciam uma rede de dormir. huiahauihaiuhaiua Pensei que fosse coisa de brasileiro descendente de índio. Eu particularmente adoro!

    Ps: comentário sem nexo….

  2. Muitos brasileiros não gostam. Principalmente os que moram no sul do país, então quando vi por aqui tive uma leve surpresa, pois é característica peculiar da cultura brasileira. Mas muito bom que aprecias e gosta do que é bom. Tudo que aqui tem é muito bom!

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