Nostalgia na Foz do Arelho

Os tempos mudam, os gostos mudam, as necessidade mudam e daí também as vontades. Há coisas que felizmente não mudaram… muito.

Já não há padaria nem cabeleireiro. A padaria é um café que vende Delta de excelência e tem cores familiares ao outro que me é tão querido do coração, muito saudoso que cheira a queques variados e sabe a abraços. A ex-padaria vende pasteis de nata muito altos e algum pão. Tem esplanada mesmo à chuva. Uma das empregadas é muito tímida, a proprietária não é simpática. Agora as mesas estão cheias.

O cabeleireiro “arrenda-se”. Acabaram-se os cortes por sete euros.

O outro cabeleireiro ao lado dos “jornais” já se “arrendou” ou “vendeu” ou o que quer que seja. Agora é uma churrascaria…

O Clima não mudou. Chuva ou nevoeiros de madrugada e manhã. Sol à tarde.

O Marcianus não mudou muito. Apareceu há uns anos o Trombone, um simpático bar de Jazz num local inesperado. A cacimba não mudou. A praia não mudou, porque a População não deixou e a lagoa fica espelhada, quando a maré está parada e não há nem brisa nem vento que agite as águas, no mesmo deslumbre de sempre faça sol ou chuva ou neblina, num num local único para sempre, prova maior dos piores e dos melhores anos da minha vida.

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2 thoughts on “Nostalgia na Foz do Arelho

    • Bem… esta não é minha “terrinha”, no sentido de voltar às origens…
      :)
      Mas de certeza que é um voltar a casa, que só o é há uma dúzia de anos!

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