Não, não estava a falar de canudos, mas dos Excelentes!

Para maior destaque do comentário que publiquei no post anterior, quero dar enfâse ao facto de não estar a falar de canudos… Eu estava a falar da minha indignação perante o desperdício que este país está e vai continuar a fazer daqueles nos quais investiu balúrdios em formação de excelência e que agora deixa que outros países aproveitem.

Eu não estava a falar de canudos. Estava a falar de pessoas que são excelentes nas suas áreas de investigação e que vão emigrar em debandada daqui se quiserem continuar a fazer aquilo que fazem melhor.

Os ditos países que os recebem, tão felizes e contentes, enviam-nos depois recadinhos: “olhem, estão à vontade, se tiverem mais destes mandem para cá que os vossos estão bem melhor preparados que os nossos”.

Pudera, a minha geração fez licenciaturas de cinco anos senhores, cinco anos!  Mais mestrados de dois, doutoramentos de quatro, cinco, seis anos.

Hello!!!

Agora tenho de ir fazer um mestrado, porque a universidade onde me licenciei se recusa a passar-me um papel a dizer que a minha licenciatura e a minha tese são equivalentes a um mestrado actual. E porquê, perguntam vocês? Porque quer obrigar-me a fazer mais uma dúzia de cadeiritas para me extorquir dinheiro, como é óbvio.

Não sejamos ingénuos, essa instituição sem vergonha nenhuma que é a Fundação para a Ciência e Tecnologia, avalia-me como tendo uma licenciatura de três anitos, apesar de ter tido o cuidado de escrever por todo o lado que tenho uma licenciatura pré-bolonha.

Eles até me podiam perguntar, então mas teve mais que tempo para ser mestre. E eu já lhes respondia das vigarices que são alguns mestrados e do orgulho que tenho em dizer em público o motivo pelo qual me recusei a fazer determinada tese a seguir àquela miserável pós-graduação de uma tal universidade afamada. Numa próxima oportunidade falo-vos da falta que faz as universidades terem livro de reclamações… Era passarem a ter  e nós assistiríamos à escória que habita as universidades públicas, de que falei no último post, aos saltinhos de aflições.

Eu não estava, nem vou estar a perder o meu tempo a falar de canudos e das pessoas que se sentam nessas “poltronas” para (des) governarem o meu país.
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