Estou com um desgosto tão grande

que há momentos em que não consigo respirar.
Este como todos os outros vai passar.

Para além do desgosto de ti e de mim
– sim de ti que já nem existes e até agradeço à vida por isso –
os maiores desgostos que tive foram os de Amizade.

Tudo desaparece.
Teimo em acreditar que tudo o que desaparece
deixa um espaço livre.

O desgosto aparece, apenas porque não compreendo
as nuances, os contornos do que se passa.

Tenho a estranha sensação que em breve libertarei o meu desgosto
e abraçarei esse espaço livre.

Perdoo-te e mim também,
porque me encheste o coração de ternura.

Fico à espera desse espaço de liberdade.

Enquanto isso deixem-me sossegada com o meu desgosto.

Deixei-me sossegada,
porque tenho tendências para transformar os meus espaços de liberdade
em coisas da estética.

P.S. Interessante, muito interessante é pensar
que o maior desgosto que tive nos últimos cinco anos
aparece por causa de um homem.
A Rute ia adorar saber disto,
mas eu troquei a Rute
pelo Amor da minha vida:
a Investigação…

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s