A passinhos do pânico…

Ontem declarei na primeira aula que não, não estava em pânico… porque considerava a situação tão grave que pensava ter galgado essa fase através de algum estranho processo psicológico. A professora olhou-me e sorriu. Pudera os trabalhos para ela estão praticamente entregues… vamos ver se ela não tem um tremendo choque com a qualidade… ou falta dela.

Hoje cheguei mais de uma hora atrasada à aula, porque estive a terminar um trabalho a entregar para revisão. O professor abriu o ficheiro e em menos de nada cortou de uma assentada só 300 palavras. Leu o resto na diagonal (mesmo na diagonal… por muito rápido que ele consiga ler acho impossivel ter conseguido absorver a coisa…) e declarou de seguida: agora, está bom. Está bom. E eu fiquei em estado de qualquer coisa, porque não encaixei aquilo – e acho que tinha razão. Para além disso o título era ridículo e ele não me ajudou a melhorá-lo. Quero lá saber se ele achou que está bom, quando eu não acho!! Pior, quando ele destrói os argumentos e não os repõe em lado nenhum. Juro que só pensei que ele estava louco.

Voltei para casa.

Depois de ter o verdadeiro choque do dia, da semana, do mês – soube que a minha avó está no hospital devido a perda parcial de memória que aparentemente recuperou entretanto – e mergulhei o meu pânico na revisão de um texto de outra miúda dos abraços e remergulhei-me no outro ao qual tinham acabado de arrancar as tais centenas de palavras de uma vez. Retirei as palavras do sítio e recoloquei-as. O segredo é reescrever, reescrever, reescrever e não cortar tudo de uma vez! Gosto, gosto mesmo. Agora gosto mais, mas tenho pena que não apareça o principio: sobre a coisa dos rituais. Foi um dos momentos altos do tempo de aulas. As pessoas bem humoradas e espirituosas fazem-me falta. Sinto falta de ir para o campo assim. Gosto de ir atrás deles e contar o que eles fazem, pelas minhas próprias palavras através das palavras deles.

Não estou em pânico, estou em estado de qualquer coisa. Não consigo dormir. Não tenho tempo para entrar em pânico, mas sinto-me a passinhos do caos.

P.S. Querido Amigo,
estou tão preocupada contigo.
Sinto-te falta.
Sentir-te-ei falta para Sempre,
do teu queixo nas minhas pernas,
dos teus sorrisos, dos teus beijos.
Quero acreditar que me ouves os pensamentos
mesmo tão longe.
Quero que saibas
que   foste uma grande fonte de inspiração
para pensamentos  muito positivos
e que vou  exercitar o teu hino, essa tua sabedoria.
Sinto-te tanta falta.

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