Delírios astrais, direitos humanos e tal

Constou-me que eu não sou eu, mas a cientista exacta dos astros… Susan Miller

Ontem há noite a minha casinha (de bonecas como lhe chama a minha mãe), com os seus 67 m2 menos os 10 da França… Portanto, contas feitas os 57 m2 da minha casinha receberam nada mais nada menos que 9 trintonas e um jovem de 11 anos. Todas solteiras, uma comprometida, outra pseudo-comprometida que ainda não interiorizou que se não for ela a arrumar o assunto ninguém arruma… (não, não te estou a pôr de “castigo”, tu é que estás) e uma divorciada.

Um dos momentos delirantes-hilariantes foi promovido pelo conhecido teste ultra-científico da agulha, no qual eu fui promovida a incompetente… o que eu sei é que a agulha anda sempre a dizer-nos que eu vou ter três bebés! TRÊS!!!! Não fizemos o euromilhões madrinha Su! E agora como é que eu vou para Barcelona para só sair de lá imaculadamente grávida e depois governar esta família? Hum?? Pois, lembra-te que Portugal não permite que moçoilas solteiras recorram às mais modernas tecnologias para o efeito. Os custos actuais envolvidos devem rondar mais de uma dezena de milhares de euros, do tipo 10 a 15 mil…

Aliás, caríssimas reparem bem que para qualquer senhora o fazer, o seu esposo – sim, tem de ser casada… com um homem! – tem de assinar obrigatoriamente uma autorização. É a democracia da hipocrisia machista na qual vivemos em Portugal. Vejam lá se vão mas é ali assinar a Petição da Ex-Aequo – os vossos nomes podem ficar ocultos! Tenham juízo meninas! Se não formos nós a lutar pelos direitos humanos, não serão os machos latinos a fazê-lo por nós.

Regressando aos momentos delirantes que envolveram a leitura dos Astros, algumas delas concluíram à minha revelia – tal era o meu entusiasmo na leitura com um sotaque americano-português perfeito – que eu sou a própria Susan Miller

Elas não percebem que a Susan é uma poetisa dos astros e eu fiquei embeiçada pela maneira como ela descreve os encontrões e desencontrões dos planetas às voltas do sol com as luas a produzirem eclipses explosivos nos entremeios e a andarem às voltas e voltaretas. Delirios à parte, tudo bem interpretado, diz que dia 23 de Janeiro é um dia fundamental para a vida de toda a gente. Será que o mundo acaba nesse dia tão afamado. Estamos em 2012. Não era este ano que os Maias previam a queda do mundo ou assim?

Ora vejamos, as presenças eram variadas: uma geminiana, duas aquarianas, uma escorpioa, uma virginiana, uma sagitária, duas leoas, e uma peixa.

Hoje, 13 de Janeiro também parece que se adivinhava amores para toda a gente… Realmente hoje foi um dia muito amoroso pelas calorias dos bifes e das hambúrgueres com batatas fritas e molhos de cogumelos e natas para lá de pecaminosas.

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