Carta escrita à mão

Ontem, ao abrir a caixa do correio, por entre folhetos de publicidade, sobressaiu um pequeno envelope escrito à mão. Lá dentro uma carta comovida que fala da amizade que lhe tenho e que eles agradecem profundamente.

É revelador de toda uma cultura da qual talvez ela tenha desejado fugir desde há muito tempo. O que as pessoas sentem umas pelas outras não se agradece, porque acontece. Ninguém pode escapar a si próprio e ao que sente. Podemos, no entanto, correr o risco de perder uma vida inteira a fugir… Por isso, o melhor é mesmo não perder tempo.

Tenho a sensação que o que mais me encanta é o meu espanto perante o que ela consegue concretizar.  Aquela foi a forma mais discreta e mais incisiva de mostrar o orgulho que tenho de a conhecer. Mas não só, porque uma pessoa também se encanta pelas incoerências e as contradições dos outros. A maior que lhe conheço é a tremenda competência para concretizar o lado prático da vida e a enorme dificuldade para concretizar o lado emocional: deixar que o coração dos outros se aconchegue no dela…

O melhor mesmo seria não se permitir perder mais tempo.

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