Quando a coerência connosco é o mais importante

Faz hoje um mês que o primeiro semestre terminou e presto-lhe homenagem assim…

Nunca tendo feito parte do grupo da frente perguntei-me muitas vezes porquê se estava a estudar o que queria e onde queria… Pareciam as condições perfeitas. Do parecer ao ser vai cá uma distância…

Nunca senti que pertencesse ali.  Durante aqueles anos andei perdida. Não era de lado nenhum – nem sequer sabia quem era, nem o que queria da vida… Estava desenraizada e não percebia os porquês.

Só voltei a sentir-me em casa muitos anos mais tarde. A minha casa é o sítio abstracto onde sinto a liberdade de ser coerente comigo própria. Apesar do meu medo até de respirar, não desisti. No final da licenciatura descobri que afinal há áreas onde posso fazer a diferença: mix knowledge areas and be happy!

Continuo sem me sentir confortável na escolinha – são raros os professores que nos deixam libertar os pensamentos, que estão preparados para ouvir os alunos, argumentar a sério e aceitar que ser Professor é ouvir, discutir e tantas vezes deixar-se aprender mais com os alunos do que os ensinar. Não pertenço ali como se está a ver mais uma vez. Ser Professor Universitário deveria ser sempre promover o espírito critico, ensinar os alunos a pensar, a argumentar, abrir-lhes os horizontes do espírito. Ora isto é tudo muito bonito, porque raramente passa da teoria à prática.

Não sou a melhor, nem vou ser a melhor. Isso consumir-me-ia tudo o que tenho para dar e eu não admito viver nesse estado, porque tenho tantas e diversas coisas para fazer. Não abdico delas. Então tenho de carregar todas essas coisas giras na minha grande mochila, sempre comigo, porque fazem parte de mim, para onde quer que vá, onde quer que esteja. Tenho o dever para comigo própria de usufruir de todas elas.

Fiz um brilharete, mesmo não tendo sido a melhor. Os melhores são excepcionais e isso está-lhes espelhado no que fazem e na forma como habitam a vida. Não precisam das notas publicadas da escolinha para que todos nos apercebamos disso. São pessoas que querem saber mais e mais e querem ser as melhores, porque faz parte do que são. Devemos ser sempre coerentes connosco próprios para sermos mais felizes, cada um à sua maneira.

Fazemos uma turma de trintões todos muito diferentes, tão diferentes, alguns muito traquinas, outros muito tímidos ou introvertidos, mas ansiosos por conhecer mais. Estamos ali, abdicando de outras facetas da nossa vida, porque queremos muito. Temos os nossos objectivos muito próprios e expectativas elevadas. Os professores que não estão habituados à exigência dos alunos que se governem com isso.

Não devia ter tirado o curso de biologia.
Devia ter tirado uma licenciatura pós-Bolonha,
onde tudo pode caber lá dentro
e tornar-se  em algo muito personalizado,
único!

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