Barcelona, a cidade charmosa, rebelde, “màgic”

 

Da primeira vez, deixei-me percorrer a cidade màgic a pé, sozinha. Foram quilómetros e quilómetros e quilómetros dois, três dias. Quando cheguei não sabia ao que ia. Deixei-me perder nas ruas, encontrar-me, descobrir os recantos e preciosidades.  Já acompanhada, deixei voltar a perder-me e  redescobri-la, reconhecer os prédios, as lojas.

Deambular parece ser a única forma de conhecer uma cidade, de a ouvir, de a respirar, de a viver e de nos deslumbrarmos como se houvesse todo o Tempo do mundo para ir por ali, acolá…

Da segunda vez que visitei Barcelona prefiro não me lembrar.

Desta vez foi mais ao meu jeito e foi doce.  Houve café expresso italiano Illy “tipicamente Português” logo de manhã todos os dias, bocadilhos improvisados com jámon e sumos maravilhosos do Mercado de Santa Catarina e da Bocaria, houve quilómetros e mais quilómetros a pé, tantos quilómetros, dores horríveis nas pernas, sorrisos doces à mistura com cañas e claras, montaditos e tapas, centenas de fotografias estéticas. Houve silêncios, muitos silêncios para melhor ouvir a magia, absorver os dias e construir memórias.

O pulsar humano eterno, o charme rebelde das ramblas, do bairro gótico, o génio dos edifícios mais criativos, ergonómicos, belos que já vi – de Gaudí -, aqueles contrastes arquitectónicos, humanos e culturais que mudam em todas as horas do dia e da noite.

Há algo de mistério que paira no ar, há sempre algo mais para descobrir. No fundo, é o mesmo que sinto quando passeio pela Baixa, pelo Chiado, Alfama, Bairro Alto, mas multiplicado por muitas vezes.

A acrescentar a tudo isto há a descontracção das pessoas LGBT por todos os lados, sem complexos, com presença diluída, a respirar liberdade sem pressões.

Sinto-me encantada, serena e rejuvenescida lá.

Tenho cada vez mais a sensação que Barcelona é de alguma forma uma representação de uma mistura do que sou e, ao mesmo tempo, do que gostava de me tornar: livre de espírito, de aceitar a vida como ela acontece, de aceitar as “minhas” pessoas como elas são e como habitam a vida e que essas pessoas me aceitem como sou, o meu percurso, a minha evolução no habitar a Vida. Estou muito longe de me sentir livre.

Barcelona “quer” sentir-se livre para Ser seja o que for. E eu com Ela: quero muito sentir-me livre no espírito para não me deixar prender dentro da complexidade da vida e de mim própria.

 

P.S. Imagens publicadas em breve

 

 

 

 

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