Queria ter escrito este post há tanto tempo

porque queria ter Vivido estes momentos há tanto, tanto tempo.

Talvez tenho valido a pena esperar, porque nenhum outro momento me pareceu até hoje tão acertado.

Contei-lhe e disse-lhe coisas muito duras nos últimos dias. Nada de acusações. Nada, nada disso. Contei-lhe da minha vida. Contei-lhe do que me está acontecer. Aproveitei o balanço do inconfessável desgosto que teve. Não sei sequer se ela se apercebeu do seu tremendo desgosto, mas sinto que teve. Mas o que não tem remédio remediado está.

Partilhei-me das dificuldades que prevejo. Disse-lhe de quase todas as dificuldades que antevejo. Tentei transmitir-lhe que não me vou mandar de cabeça para o precipício, mas que sinto o meu chão de um fino cristal.

No fundo, o que fiz foi pedir-lhe a bênção para melhor Viver comigo, com ela e com o mundo lá fora e para ela Viver melhor comigo e com o mundo que nos rodeia.

Os pedidos de bênção não têm a ver com religião, mas com pedidos de apoio “no matter what”. Não sinto que ma tenha dado. De qualquer maneira, primeiro ela tem de ser perdoar nem sei bem de quê: talvez da sua (des)ilusão de que eu não sou feita à imagem e semelhança do que ela idealizou para mim e para ela própria.

Se tenho a certeza absoluta? Não, obviamente que não. Restam-me muitas incertezas e a naturalidade deste fluir que me chama para a actividade mais arriscada das nossas Vidas: Viver.

 

 

 

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