Para uma Metáfora de Vida… a caminho do Mar

Tocaste a minha Vida.

Tu que me Viste para além de mim
e Sabes o que mais ninguém sabe.
Sabes o que eu não compreendo.
Deixo-me acreditar no que acreditas.

Eu que fico à espera que os acontecimentos aconteçam,
porque eles acontecem mesmo,
aparecem-me assim mesmo diante de mim…
Os que estou preparada para agarrar:
apanho-os como se fossem balões a  subir no ar sem destino.
Aponho-os e deixo que me levem.

Dizes que não fique quieta à espera…
não sei se te acredite.
O melhor que me aconteceu foi quando agarrei
os Tais Balões inesperados…

Dizes-me para ir pintar o vento
e para nunca mais deixar de o fazer.
E eu parti… ainda não pintei o Vento,
mas tenho a sensação que encontrei o Mar… o Nosso…

Michael Dudok de Wit & Arjan Wilschut
“Father and Daughter”

É tão belo, tão estético, tudo:
as cores, os rabiscos, a música, a História sem palavras.

Deparei-me comigo ali (in)quieta, estupefacta… a caminho do mar, d’Aquele outro Mar… do meu (do Teu?): uma e outra vez e mais outra… e outra ainda… onde imagino que flutuas a Alma e onde te (re)busco uma e outra vez e mais outra… e outra ainda… e não te encontro… Insisto em acreditar que quando me desfizer em pó me vais abraçar a Alma a flutuar no Nosso  Mar. Têm sido mais os dias em que não acredito… Podiam passar a ser mais os dias do avesso para Pensamentos Abraçados  +++ nas ondas da Ericeira.

 

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