Sonhei que estava de cabeça para baixo

a consertar as paredes do topo do meu prédio:  a tapar fendas com massa.

Acordei e sei que estou de cabeça para cima e pés no chão a consertar as feridas reabertas numa maravilhosa tarde fria de sol, à beira-mar, deitada na areia.

Às vezes as feridas têm de reabrir para serem tratadas de vez. Não lhes escapamos às dores quando foram profundas e o clima muda, mas deixam-nos prosseguir pela vida fora à velodidade de cruzeiro. Há feridas que nunca saram e doem muito quando expostas a agressões. Há receitas que recomendam que não nos devemos por a jeito.

Pois…

No Inverno chove sempre. E ciclicamente tem que se por massa para tapar as fendas nas paredes do topo do prédio.

Uma pessoa tropessa, mas levanta-se sorri e pula por aí.

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