Apetece-me mudar

 

de ares… a voar por aí…

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e eu descobri rugas… estará na altura de enfrentar o reinado?

Rugas aqui, ali, acolá… Bye bye carita jovem! =))

Se calhar é coerente com a coroação do Reinado da Belgilândia. A verdadeira encaracolada – também dos pulos – declarou que eu sou a Rainha da Belgilândia.

Até parece que estas miúdas não tem mais com que se preocupar. Como aparentemente não têm nada que fazer – por exemplo, dedicarem-se ao conhecimento científico sério do mundo –  entretêm-se a inventar estas coisas.

Volto a relembrar a terminologia Belgilândica – inventada por seres Belgilândicos e também do “Planeta Mundial” –  para quem anda a passear-se por aqui pela primeira vez (clicar no texto azul para seguir os links):

Bélgica ou Belgilândia

Aromas / Vapores Bélgicos

A Bandeira da Belgilândia é a do arco-íris, mas sem o roxo

Cocoons / Collies versus Bélgic@s com Picos (seres belgilândic@s intratáveis e fei@s que tá danado…)

CocoRosie – A Deusa da Belgilândia

Belgilândia Eólica – ainda estamos a tentar perceber do que se trata… talvez sejam Belgilândic@s de signos de ar…

Rainha da Belgilândia

Rainha da Belgilândia

P.S. A aNa descobriu um pêlo branco
na sobrancelha esquerda

e eu que tenho mais rugas nos olhos,
no nariz e na testa.

Eu acho um pêlo branco
na sobrancelha um charme =P

Ranking das pesquisas nos motores de busca

No outro dia perguntaram-me quais eram as palavras pelas as quais as pessoas chegavam ao meu blog quando faziam pesquisa nos motores de busca…

 

Desde 2006:

caderno 5.928
arvore da vida 2.531
texturas 1.836
fadas 1.815
livros 1.553
poesia narrativa 1.528
cordel 1.057
jose luis peixoto poemas 708
ler 641
árvore da vida 636
folhas de papel 579
pifaro 537
rabiscos 510
gustav klimt 486
arara azul 461
miró 450
poesias narrativas 446
oculos try 440
salvador dali 436
cars 425
try change 412
desenho de arvores 368
pianos 354
como fazer um moleskine 318

Vou mesmo para a Bélgica!! Ter tanto frio…

belgiumflag

Lá vou eu, mesmo a sério a caminho da Bélgica.

Não vou em nome da nação,
mas ao contrário dela não me importo que,
em caso de necessidade,
me seja prestado todo o auxílio…
[por exemplo, aquecerem-me que lá está muito frio – “tanta piada fácil”…]
pelas bélgicas-cocoon-éolicas Belgas
que emanem suaves vapores e aromas
do planeta da belgilândia

https://lapislavra.files.wordpress.com/2010/04/bandeiradabelgilandia.jpg?w=560

P.S. Como já tinha explicado ali não gosto de roxo

P.S.2. Escusam de encomendar trufas
e chocolates pecaminosos,
porque por estas horas já estou a caminho
e sem internet nos próximos dias.
Também não tenho espaço na mala
com tanta lã e tecido polar lá dentro…

Falta um Mandamento dos Abraços

 

Não sei como não reparei…

Falta um importante e fundamental Mandamento dos Abraços:

Para fazeres os teus lutos permitirás zangar-te, sobretudo contigo e com a Vida.

Pode ficar imediatamente antes de:

“Chorarás o que precisares e Ficarás triste o tempo que for preciso”.

E nunca depois de:

“Procurarás sempre o riso tolo e não premeditado e cultivarás a parvoíce para polir as arestas da vida”.

 

P.S. Estou de luto.
Deixem-me estar!
Não se preocupem:
volto já já,
muito mais rápido do que imaginamos…
e com sorrisos!

 

 

 

 

É este “saber sem saber”… do Rumo a Mudar

Há umas semanas que sinto que o meu Rumo está a Mudar.

Ando há meses a sentir-me em convulsão.

Agora não é uma convulsão. Não sei para onde irei, mas isso estranhamente não me angustia. Devo por isso rumar ao sabor dos acontecimentos… agora. E agarrá-los com todas as forças se sentir que devo. Já me aconteceu esta estranheza antes…

Sinto uma mudança que vai acontecer e tornar-se visível – mais tarde que cedo – daquelas que demoram, que acontecem e se tornam  sólidas com o Tempo…

É uma estranha e familiar serenidade neste Sentir.

No outro dia disseram-me “tu sabes, sem saber” e que isso é um dom.

O problema desse tipo de coisa, o que quer que seja – não tenho uma palavra para definir -,  é não  saber usá-la, nem gerir esse Sentir Maior do que eu e que tantas vezes me assusta e bloqueia tanto.

P.S. Recentemente pensei que  iria mesmo deixar de escrever aqui.
Este pensamento tem sido recorrente nos últimos tempos.
Parece que não:
o que está a acontecer é uma Mudança em mim.
O vermelho sangue que envolve este blog…
A escolha desta cor seria um absurdo há uns tempos.
É a cor mais violenta da minha paleta (há cores que nem as permito):
Mexe tremendamente comigo:
inquieta-me, exalta-me, intranquiliza-me…
Suponho que não é por acaso que a escolhi para a usar nos pés
(para onde tenho esta estranha mania de estar sempre a espreitar).
Não é com toda a certeza por acaso que tenho escolhido estes sapatos,
e não outros,
quase todos os dias.
A Vida exige-me  Mudanças directamente cá Dentro.

D´A Miúda dos Abraços para Flying Feet

Este blog já se chamou “A Miúda dos Abraços”
e antes disso era “Lápis Lavra”.

Vou mudando e o blog comigo…

Sou cada vez menos miúda de idade,
mas continuo travessa, a adorar pés esvoaçantes-conversantes no ar
e os meus dedos dos pés, que tal como eu,
somos muito expressivos,
irrequietos
e amamos a Liberdade de Ser,
de andar descalços,
e sapatos largos e redondos à frente.

Sendo assim, não me despedindo d’A Miúda dos Abraços nunca mais
mudei o título do blog
e dediquei-lhes este novo título tão bem humorado, colorido, descalço e sorridente =)

Dos sonhos, do livre arbítrio, do dia que Escolhi e tal…

e de mais de contas com a Vida.

Daqui a umas semanas, dependendo da produtividade do teclar e da (des)inspiração, este blogue atingirá os 2000 posts… e parecendo impossível… ando há quase 10 anos a lavrar lápis em folhas de papel da era digital, desde aquela noite quente Madrilena do fatídico ano de 2002…

Nessa altura não imaginava que quase todos os meus sonhos mais importantes se realizariam na década seguinte – e sonhos que nem sabia que sonhava. Foi como se tivesse vivido várias vidas… mais ou menos bem demarcadas por eventos bem definidos.

A maior parte desses momentos não tiveram  nada a ver com o meu livre arbítrio. É como se tudo tivesse tido um Tempo certo para acontecer.

Mas houve um dia que Escolhi.

O 3 de Janeiro de 2010 ficar-me-á como o Adeus mais convicto e sorridente que possivelmente alguma vez me aconteceu ou acontecerá. Despedi-me ali para sempre da clausura dentro de mim. E fui eu que  escolhi e vivi aquela decisão consciente  do que me ia acontecer e com uma intensidade esgotante durante o ano anterior. Talvez tenha sido A Decisão e só lamento não a ter tomado 10 anos antes.

Às vezes penso como teria vivido, mas como a imaginação me falta deixa de ser relevante.

No despertar não foi o momento mais bonito – demorei nove meses a reencontrar o equilíbrio – mas aquele dia abriu um caminho irreversível para tudo em que me tornei. Até aconteceu o impensável: libertei os caracóis – deixo-os estar na Liberdade de Ser que desejo tanto para Respirar, Sonhar, Viver. Fui eu que o Decidi. Só eu.

Dos blogs na Vida

Às vezes penso no dia em que deixarei de escrever por aqui – leia-se na Internet. Acontece como em tudo. Nasce-se, evolui-se, estagna-se, evolui-se, estagna-se, morre-se…

Não aconteceu e não prevejo que aconteça em breve, mas a vida dá tantas voltas…

Escrevo há mais de dez ou onze anos na Internet. O primeiro espaço pessoal começou em Setembro de 2002 – já lá vão mais de nove anos – quando estava só comigo própria e com uma valente insónia, numa noite quente de Verão, à luz de velas num terraço de Madrid. Nessa noite comecei a teclar freneticamente e a partir daí tem sido um processo de descoberta da minha palavra: Partilhar… com todas as consequências inerentes…

Talvez seja esse o grande objectivo da minha existência: aprender a gerir a quantidade certa de Partilha. Quando descobrir o ponto equilíbrio na Partilha descubro o ponto de equilíbrio no relacionamento com o outro.

Há tempos em que não escrevo quase nada. Por causa disso decidi compor a assiduidade com fotografias. Tenho-as aos milhares, por isso é mais interessante dar-lhes alguma utilidade: Partilhá-las.

Há tempos em que publico muito, mesmo que pouco de cada vez.  Antes de publicar na Internet escrevinhava em diários. Tenho-os aos montes… nunca percebi para quê. Não pretendo reler o que escrevi, mas faz-me impressão pregar com as minhas memórias no lixo… Olho as estatísticas e surpreendo-me com a média recente: 12 posts por semana…

Escrever e captar imagens faz parte de mim. É necessário. É como tomar uma banhoca revigoradora. Acontece muitas vezes sentir algo assim: pronto agora que já publiquei isto, o assunto está a arrumado posso continuar na vidinha.

Tudo isto se tornou mais importante e muito mais doce desde que blogo como “A Miúda dos Abraços” [a viagem é tão mais longa do que isso…]. Desde então três coisas extraordinárias aconteceram na vida real: a interacção ao vivo e a cores entre escrevinhadores, a conversa entre blogs e a vida ao vivo e a cores que se estende e se prolonga para a vida do dia-a-dia.

P.S. Este post nasceu com a ideia de escrever
uma breve nota sobre a graça que acho
à conversa entre blogs.
E deu nisto…
Espero que seja um bonito dia de Partilha.
Vê se equilibras bem a balança
para o aproveitares bem Partilhado, Rita…
Nem de mais, nem de menos…

 

111.111 visitas

Estamos claramente no pico do Verão como toda a gente neste país pode sentir. Não é preciso nenhum cientista para nos dizer isso.

Está uma lua enorme e lindíssima. No Sábado estará [Afinal parece que foi anteontem…] uma enorme Lua Cheia muito redondinha e diz por aí que esta lua é de mudanças: muitas.  Esta afirmação é claramente super-pseusdo-científica, mas olha eu vou acreditando nessas coisas e quero lá saber do que os meus pares possam pensar do assunto. O que sei é que a vida das pessoas que me rodeiam anda recheada de estranhas e  tremendas mudanças. Ontem acordei serena ao fim de várias semanas de uma horrível angústia que me assolou.

Este blogue chegou há uns minutos atrás às 111.111 visitas que é um número lindíssimo e uma capícua. Também diz por aí (mas nem sei por onde) que as capícuas são números que trazem sorte… Outra afirmação super-pseudo-científica.

Este blogue chegou hoje às 228 visitas e o dia ainda vai longe de terminar. Esta é a happy hour das visitas, portanto sabe-se lá quantas mais vai receber. Também atingiu o maior número de comentários num post único que é maior do que teve numa única semana!

Está portanto ao rubro, o que condiz com o calor que vem ali da janela! =)

Desafio com Livros

A Marisa deixou-me este desafio há uns meses. E eu cá estou a aceitá-lo.

1. Existe um livro que relerias várias vezes?

Claro! :)

Os livros de Poesia, que (re)leio utilizando o método: abrir ao “calhas”, ler, consolar-me (ou não), fechar e mergulhar na prateleira.

Leio passagens que deixei marcadas ou sublinhadas (sim, eu sublinho os livros desde há alguns anos e escrevo-lhes notas). Esses são geralmente ensaios ou biografias.

Tenho livros infantis que de vez em quando releio porque, claro,  são muito rápidos de reler e são sempre uma boa forma de apaziguar neuras, dúvidas existênciais e obrigar-me a um sorriso.

Tenho comprado livros que li, emprestados, e que exigi a mim própria tê-los por perto para os espreitar quando me apetece, sendo que nem sempre é a suposta qualidade literária que me interessa, mas o seu significado para a minha construção como pessoa.

Por exemplo:

  • Olá! Está aí alguém? – Jostein Gaarder
  • No teu deserto – Miguel Sousa Tavares
  • O Livro Misterioso – Margarida Fonseca Santos
  • Biblioteca Mágica – Jostein Gaarder
  • O Último Cabalista de Lisboa – Richard Zimler
  • A Sétima Porta – Richard Zimler
  • A Sombra do Vento – Carlos Ruiz Zafón (versão original)
  • O Ladrão de Sombras – Marc Levy
  • Entrevista com Sara Martinho para o livro O Que Eu Sei Sobre as Mulheres – Ana Sousa Dias
  • A História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar – Luis Sepúlveda

2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

Vários. E já aprendi a lição: nunca devemos insistir. Não percamos tempo na vida com o que não é essencial, pelo menos no momento em que enfrentamos esse texto.

3. Se escolhesses um livro para ler no resto da tua vida, qual seria?

No topo está o livro da minha vida, que li, reli e vou voltar a reler, porque até já tenho uma segunda versão ilustrada do A História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar de Luis Sepúlveda. É o livro maior sobre o meu tema maior: a Amizade.

4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Todos os que estão nas pilhas e pilhas lá em casa e  mais os muitos outros que ficam nas prateleiras das livrarias e das bibliotecas, esperando pacientemente.

5. Que livro leste cuja “cena final” jamais conseguiste esquecer?
O desfecho não é  o mais relevante. Achei inaceitável que o filme O Leitor não tivesse respeitado o final do livro.

6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Sempre li desde que me lembro de ler. Livros infantis e tal. Depois Os Cinco e Os Sete e tal. Mas lembro-me do salto, de quando chegou a necessidade louca de ler e que veio para nunca mais partir, como um vício que se apoderou de mim. O livro Uma Aventura na Cidade de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Até me lembro quando o “roubei” de uma prateleira e o comecei a ler. Não tive condições para o levar comigo para o terminar. Mas lembro-me de estar a contar à minha avó, quando seguiamos para casa, e ela decidir que tínhamos de ir de imediato para uma livraria para o ir buscar! [talvez ela tivesse tido receio de que aquela ânsia me passasse e ela queria lá isso ;-) ]

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Vários ao longo da vida, mas o último foi Caminhar no Gelo – Werner Herzog. Porque queria saber mais e mais sobre aquela alma humana e como aquela viagem alucinada terminaria, claro!!

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Os que estão no ponto um. Depois tenho uma estranha relação com Pedro Paixão e Paul Auster.  Adoro a forma peculiar de escrever do José Luís Peixoto. Tenho uma adoração pela forma como Margarida Fonseca Santos e como Richard Zimler contam histórias.

Os livros mais importantes para mim são aqueles que fazem, de que forma for, uma homenagem à Amizade.

Recentemente, encontrei partes muito importantes de mim espelhadas  na entrevista com Sara Martinho para o livro O Que Eu Sei Sobre as Mulheres e no livro No teu deserto.

O livro da minha vida é A História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar de Luis Sepúlveda.

9. Que livro estás a ler?
Tenho uns 20 livros na mesa de cabeceira que estou a ler, mas que não lhes toco há meses… É porque ainda não foi o momento. :)
Terminei o surpreendente (na qualidade do contexto político e económico e da exploração das personagens) Os homens que odeiam as mulheres – Stieg Larsson). E estou a ler: Morte na Pérsia de Annemarie Schwarzenbach e Os Portugueses de Barry Hatton.

10. Indica amigos para responderem a este inquérito
XuxuFirefly, Su e Bela