Apetece-me mudar

 

de ares… a voar por aí…

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Ranking das pesquisas nos motores de busca

No outro dia perguntaram-me quais eram as palavras pelas as quais as pessoas chegavam ao meu blog quando faziam pesquisa nos motores de busca…

 

Desde 2006:

caderno 5.928
arvore da vida 2.531
texturas 1.836
fadas 1.815
livros 1.553
poesia narrativa 1.528
cordel 1.057
jose luis peixoto poemas 708
ler 641
árvore da vida 636
folhas de papel 579
pifaro 537
rabiscos 510
gustav klimt 486
arara azul 461
miró 450
poesias narrativas 446
oculos try 440
salvador dali 436
cars 425
try change 412
desenho de arvores 368
pianos 354
como fazer um moleskine 318

Falta um Mandamento dos Abraços

 

Não sei como não reparei…

Falta um importante e fundamental Mandamento dos Abraços:

Para fazeres os teus lutos permitirás zangar-te, sobretudo contigo e com a Vida.

Pode ficar imediatamente antes de:

“Chorarás o que precisares e Ficarás triste o tempo que for preciso”.

E nunca depois de:

“Procurarás sempre o riso tolo e não premeditado e cultivarás a parvoíce para polir as arestas da vida”.

 

P.S. Estou de luto.
Deixem-me estar!
Não se preocupem:
volto já já,
muito mais rápido do que imaginamos…
e com sorrisos!

 

 

 

 

É este “saber sem saber”… do Rumo a Mudar

Há umas semanas que sinto que o meu Rumo está a Mudar.

Ando há meses a sentir-me em convulsão.

Agora não é uma convulsão. Não sei para onde irei, mas isso estranhamente não me angustia. Devo por isso rumar ao sabor dos acontecimentos… agora. E agarrá-los com todas as forças se sentir que devo. Já me aconteceu esta estranheza antes…

Sinto uma mudança que vai acontecer e tornar-se visível – mais tarde que cedo – daquelas que demoram, que acontecem e se tornam  sólidas com o Tempo…

É uma estranha e familiar serenidade neste Sentir.

No outro dia disseram-me “tu sabes, sem saber” e que isso é um dom.

O problema desse tipo de coisa, o que quer que seja – não tenho uma palavra para definir -,  é não  saber usá-la, nem gerir esse Sentir Maior do que eu e que tantas vezes me assusta e bloqueia tanto.

P.S. Recentemente pensei que  iria mesmo deixar de escrever aqui.
Este pensamento tem sido recorrente nos últimos tempos.
Parece que não:
o que está a acontecer é uma Mudança em mim.
O vermelho sangue que envolve este blog…
A escolha desta cor seria um absurdo há uns tempos.
É a cor mais violenta da minha paleta (há cores que nem as permito):
Mexe tremendamente comigo:
inquieta-me, exalta-me, intranquiliza-me…
Suponho que não é por acaso que a escolhi para a usar nos pés
(para onde tenho esta estranha mania de estar sempre a espreitar).
Não é com toda a certeza por acaso que tenho escolhido estes sapatos,
e não outros,
quase todos os dias.
A Vida exige-me  Mudanças directamente cá Dentro.

D´A Miúda dos Abraços para Flying Feet

Este blog já se chamou “A Miúda dos Abraços”
e antes disso era “Lápis Lavra”.

Vou mudando e o blog comigo…

Sou cada vez menos miúda de idade,
mas continuo travessa, a adorar pés esvoaçantes-conversantes no ar
e os meus dedos dos pés, que tal como eu,
somos muito expressivos,
irrequietos
e amamos a Liberdade de Ser,
de andar descalços,
e sapatos largos e redondos à frente.

Sendo assim, não me despedindo d’A Miúda dos Abraços nunca mais
mudei o título do blog
e dediquei-lhes este novo título tão bem humorado, colorido, descalço e sorridente =)

Dos sonhos, do livre arbítrio, do dia que Escolhi e tal…

e de mais de contas com a Vida.

Daqui a umas semanas, dependendo da produtividade do teclar e da (des)inspiração, este blogue atingirá os 2000 posts… e parecendo impossível… ando há quase 10 anos a lavrar lápis em folhas de papel da era digital, desde aquela noite quente Madrilena do fatídico ano de 2002…

Nessa altura não imaginava que quase todos os meus sonhos mais importantes se realizariam na década seguinte – e sonhos que nem sabia que sonhava. Foi como se tivesse vivido várias vidas… mais ou menos bem demarcadas por eventos bem definidos.

A maior parte desses momentos não tiveram  nada a ver com o meu livre arbítrio. É como se tudo tivesse tido um Tempo certo para acontecer.

Mas houve um dia que Escolhi.

O 3 de Janeiro de 2010 ficar-me-á como o Adeus mais convicto e sorridente que possivelmente alguma vez me aconteceu ou acontecerá. Despedi-me ali para sempre da clausura dentro de mim. E fui eu que  escolhi e vivi aquela decisão consciente  do que me ia acontecer e com uma intensidade esgotante durante o ano anterior. Talvez tenha sido A Decisão e só lamento não a ter tomado 10 anos antes.

Às vezes penso como teria vivido, mas como a imaginação me falta deixa de ser relevante.

No despertar não foi o momento mais bonito – demorei nove meses a reencontrar o equilíbrio – mas aquele dia abriu um caminho irreversível para tudo em que me tornei. Até aconteceu o impensável: libertei os caracóis – deixo-os estar na Liberdade de Ser que desejo tanto para Respirar, Sonhar, Viver. Fui eu que o Decidi. Só eu.

Dos blogs na Vida

Às vezes penso no dia em que deixarei de escrever por aqui – leia-se na Internet. Acontece como em tudo. Nasce-se, evolui-se, estagna-se, evolui-se, estagna-se, morre-se…

Não aconteceu e não prevejo que aconteça em breve, mas a vida dá tantas voltas…

Escrevo há mais de dez ou onze anos na Internet. O primeiro espaço pessoal começou em Setembro de 2002 – já lá vão mais de nove anos – quando estava só comigo própria e com uma valente insónia, numa noite quente de Verão, à luz de velas num terraço de Madrid. Nessa noite comecei a teclar freneticamente e a partir daí tem sido um processo de descoberta da minha palavra: Partilhar… com todas as consequências inerentes…

Talvez seja esse o grande objectivo da minha existência: aprender a gerir a quantidade certa de Partilha. Quando descobrir o ponto equilíbrio na Partilha descubro o ponto de equilíbrio no relacionamento com o outro.

Há tempos em que não escrevo quase nada. Por causa disso decidi compor a assiduidade com fotografias. Tenho-as aos milhares, por isso é mais interessante dar-lhes alguma utilidade: Partilhá-las.

Há tempos em que publico muito, mesmo que pouco de cada vez.  Antes de publicar na Internet escrevinhava em diários. Tenho-os aos montes… nunca percebi para quê. Não pretendo reler o que escrevi, mas faz-me impressão pregar com as minhas memórias no lixo… Olho as estatísticas e surpreendo-me com a média recente: 12 posts por semana…

Escrever e captar imagens faz parte de mim. É necessário. É como tomar uma banhoca revigoradora. Acontece muitas vezes sentir algo assim: pronto agora que já publiquei isto, o assunto está a arrumado posso continuar na vidinha.

Tudo isto se tornou mais importante e muito mais doce desde que blogo como “A Miúda dos Abraços” [a viagem é tão mais longa do que isso…]. Desde então três coisas extraordinárias aconteceram na vida real: a interacção ao vivo e a cores entre escrevinhadores, a conversa entre blogs e a vida ao vivo e a cores que se estende e se prolonga para a vida do dia-a-dia.

P.S. Este post nasceu com a ideia de escrever
uma breve nota sobre a graça que acho
à conversa entre blogs.
E deu nisto…
Espero que seja um bonito dia de Partilha.
Vê se equilibras bem a balança
para o aproveitares bem Partilhado, Rita…
Nem de mais, nem de menos…

 

A outra Eu, quando tinha Insónias à Luz de Velas e a outra Eu hoje Abraçada

Quero aproveitar para agradecer e Abraçar (claro :-P) os meus novos leitores e visitantes e os muito poucos antigos também.

A maior divisão da minha casa, que é este espaço, está cada vez maior em visitas e maior no meu coração.

Há muitos anos que escrevo anonimamente e praticamente só para mim, para me reler onde quer que esteja no planeta da internet, para me reencontrar e não me perder tanto quando ando sem rumo, nesta vida recheada de curvas e contra-curvas e cruzamentos, desgostos, dúvidas, decisões impossíveis e complicações atafulhadas.

Eu confesso que ando desde 2002 ali quando me sentia escura, escura, tinha graves insónias e sem velas, e sem rumo e com uma imensa tristeza dentro de mim e quando adormecia inquieta, inquieta e ela me ajudava a adormecer embalada nos seus braços.

Aviso! tal como aqui, lá também há muita piroseira, oh se há!

Mudei-me para aqui quando a vida me deu um empurrão para ser mais colorida, com menos insónias, fiquei melhor comigo e com o Mundo lá fora à espera. Aquele espaço existiu e por isso não faz sentido que não seja aqui mencionado. Faz parte do que  fui e de quanto dificilmente mudei, contudo muito maravilhada com isso.

E que nunca mais tenha Insónias mesmo que à Luz de Velas!!!

Agora a minha casa entreabriu umas janelas e tem sido quase só surpresas boas. Estou eternamente agradecida a todos os que me têm acompanhado nesta viagem que tem sido o meu sair do cofre onde tenho estado escondida, principalmente de mim. Sair do armário também vai sendo aos poucos, à minha própria velocidade,  que é como tem de ser. E a minha vida interna mudou tanto, mas TANTO desde o dia em que parti pela primeira vez para Liverpool, naquele dia 24 de Outubro de 2009 e onde fui finalmente encontrar-me Comigo depois de quatro anos com o coração partido e à deriva.

Há muitos anos (parece que foi noutra vida tal a dimensão do caminho que percorri), quando era mesmo uma miúda de 24 anos, um dia olhei os meus olhos no espelho e implorei-me:

– Rita, és homossexual! Assume-te para ti própria, por favor! Por favor!

Passados uns meses desse primeiro regresso de Liverpool, olhei os meus olhos no espelho e implorei-me:

– Rita, pára de comer porcarias e chocolates e Abraça-te com todas as tuas forças pelo amor de Deus! Adocica a tua Vida com Abraços!

E cá estamos.
Para já emocionadissima com o que a Vida me tem trazido nos últimos meses, com muitos quilos a menos, um enorme sorriso e a alma mais leve. Tem mesmo sido uma grande emoção todos os dias. Acho que estou a viver um dos melhores momentos de sempre.

O que virá a seguir, ao meu segundo regresso de Liverpool, será… o que DeusA quiser.

Por exemplo, espera-se que hoje vá arrumar o meu quarto que está outra vez num estado impensável. O Xico já ameaçou que me vai  pôr  na  rua!
E amanhã vou biclar!  :-P


P.S:  Este post é especialmente dedicado por ordem cronológica:
Ao ,
que me caçou no meu diário gráfico ao dar com uma menção à Rede Ex-Aequo
e foi o meu primeiro verdadeiro Amigo gay.
Ao Luís
por acréscimo da amizade com o Zé
e que me dá abraços apertadinhos sempre que eu preciso.
À Bela,
que me caçou magoadíssima com as más línguas e cusquices
[ainda por cima infundadas] no bairro onde eu vivia
e que está sempre sempre disponível para me abraçar.
Ao Alexandre
com quem tenho uma das Amizades mais extraordinárias
que já construí (-o) e adubei (-o)
que me caçou porque eu me convenci que ele estava com uma paixoneta por mim!
AHAHAHA!
E que fala comigo de absolutamente Tudo com uma maturidade
e com uma clarividência que aspiro vir a ter quando for grande como ele!
E a  rir à gargalhada!
Como se a vida fosse simples =D
À Helena
por  Testemunhar  todos os dias o meu despertar para a Vida,
e por me aturar as constantes inseguranças emocionais,
pelas conversas filosóficas quando quero fugir de mim ou encontrar-me comigo
e por me ensinar todos os dias que rir é de facto um Grande remédio.

Caros leitores, informa-se que…

Este blogue mudou de Nome.
Tudo o resto ficará igual excepto o Nome.

Igual não…
Passará a ser mais Abraçado e Doce.
Emanará suaves aromas Bélgicos
e terá um suave sabor Achocolatado de Abraços.

De
“Lápis Lavra Papa Folhas no Cordel – Palavras lavradas a lápis em folhas de papel…”
para o muito mais Abraçado, Achocolatado, Bélgico e DOCE… :

A Miúda dos Abraços
Para uma vida achocolatada e doce