Pulgas aos saltos…

 

Viva a Primavera e os seus efeitos secundários… sabem aquilo de piolhos na cabeça e pulgas na barriga aos saltinhos… parece que tenho disso por todos os lados… e bichos enlouquecidos dentro dos ouvidos :(

Vivam os efeitos secundários do tratamento: vai ser de tal maneira que nem haverá lugar a pesadelos e muito menos a sonhos cor-de-rosa… zzzz……… hoje não há bola………zzzzzzzzzzzzzzzzzz

 

 

“Da Viajante”: Às contas com Roma, Lisboa e a Europa que já conheço…

Nas últimas semanas, tenho sido apelidada de Rita, a viajante… Não me parece…  Não gosto disso. Não gosto de apelidos… Por muito que não vos pareça, sou muito muito caseira. Perguntem lá a quem me conhece há mais de 15 anos se não sou bicho do mato… até demais… Ou era…  ;-)

Pronto, pronto, sou e ambiciono ser uma Viajante dentro de “Casa”. Quanto mais viajo além fronteiras mais lhe sinto a falta, mais me sinto maravilhada e sortuda por habitar e desfrutar deste distrito deslumbrante, que tem Tejo, mar Atlântico, praias, montanhas, verde, tanto verde, história tanta história, estética humana e natural, e estórias por todos os lados. E que me parece que os Portugueses não aproveitam como podiam e, arrisco dizê-lo: deveriam.

Palmilhei Roma a pé, foram mais de 30 km para trás e para a frente, durante quatro dias… Não estou desiludida. Não estou. Mas soube a pouco por diferentes motivos. Muito ficou por ver. Não entrei dentro dos monumentos e não fui visitar a cidade debaixo do  chão. A minha prioridade era andar de cabelos ao vento e caminhar de uma ponta à outra até à exaustão. Consegui em parte… Ainda tenho bolhas nos pés e doem-me muito os gémeos desde a primeira noite, que começou logo com uns 12 km por ali fora.  Noite salva pelo o encontro inesperado e emocionado com a Fontana de Trevi. Aquela luz e a aquela água a correr são… dos “deuses” humanos cheios de fé e capazes de criar e construir edificações assim… Só senti emoção parecida ao sair do metro e dar de caras com a Sagrada Família, em Barcelona.

Lisboa não tem algo muito importante que Roma tem por demais: não tem colunas, nem estátuas, nem edifícios ENORMES, em quantidades tais que até enjoa, para não não dizer que até enoja. E não fui ao Vaticano, senhor@s!! Cumpri a promessa a mim própria e nem precisei do incentivo da realização do conclave para não ir. Se tivesse ido, então a ideia que teria de Roma seria ainda mais… deprimente. Os contrastes entre a forma como vivem e viveram os povos desde há mais de dois mil anos e a ostentação dos “representantes” desses povos é arrepiante. Como pode o Vaticano, como podem elEs viver assim…? Sim, estava lá no dia em que o novo Papa foi eleito…

Lisboa tem condutores, que conduzem depressa e descuidadamente, mas a maioria respeita as passadeiras e os sinais verdes para os peões. O mesmo não se pode dizer dos Romanos. Caminhar em Roma é um seríssimo risco para Vida… Isso é o pior de Roma. E  dá mesmo cabo do ânimo de qualquer turista caminhante entusiasmado.

Aproveitando as tais “honrarias” do meu novo apelido  – não ausentes de inveja  – declaro primeiro que a inveja é muito feia e demonstra bem a personalidade triste e enfadonha de quem a emana pelos poros do corpo. E declaro também que estou farta de dizer “olhem desculpem lá qualquer coisinha, mas não gostei muito…”. Chega disso!

E invejam o quê? As viagens de avião que deixam sequelas no meu corpo, possivelmente bem mais sérias do que eu quero sequer pensar… ? Invejam ir e vir em curtos espaços de tempo, que dão somente para conhecer os aeroportos, as estações de comboio, os “halls” de hotel e sobretudo os quartos e as salas de reuniões? Vejam lá, é preciso ter cuidado com o que se inveja. É como com os desejos, é preciso ter cuidado com o que se quer, não vá eles – os desejos – virarem-se contra nós. Alguém quer ir a Bruxelas por mim? Vejam lá se querem, digam. É que a próxima vez deve estar para breve. Do pouco que tive oportunidade de visitar da última vez [finalmente!]  Bruxelas é suja e, no geral, feia e pior, é triste… Parece-me o espelho do estado da União Europeia.

Quanto mais viajo mais sinto que  Não Há Cidade como Lisboa. Quanto mais conheço da Europa, maior é a minha paixão pela capital Portuguesa. Quando mais conheço da Europa mais amo esta luz maravilhosa que me entra pela alma e me aquece o corpo.

Quando encontrar uma capital mais bonita, arrumada, histórica, “estórica”, afável, azul do céu, azul do rio e do mar, sorridente, simpática, luminosa, charmosa, aviso as hostes. Apesar de não ser perfeita, tem qualidades inigualáveis. Até lá, deixem cá ver os argumentos que quiserem, porque eu adoro contra-argumentar.

Habitantes de Lisboa, deixem-se de tretas, tirem mas é os rabos dos vossos sofás e vão para a rua, porque se adivinham maravilhosos dias de Sol Primaveril e com eles a Luz e os Contrastes lá fora e muitos, muitos eventos a custo zero a acontecerem em volta, dentro e fora de casa. É só procurar!

Diz-me com ares de “criança grande”…

Tenho tanto de miúda  ingénua [sim, às vezes ainda ingénua… ], como de mulher graúda  envelhecida com o peso das agruras da vida.

Tenho tanto de disparates risonhos, sorrisos e gargalhadas soltas, como de nuvens negras, curiscos no olhar e  lágrimas  silenciosas dolorosas em cascata. 

É que por muita “paulada” da vida não há nada, nem ninguém que me roube a intima capacidade de de me deslumbrar e de me emocionar.

419730_4112194212999_1013183617_n

Sinto-me observada…

 

Ela senta-se à minha frente do outro lado da secretária:

Eu – Diz…

Ela – Estou só a olhar para ti!

Eu – É porque eu sou muito bonita, não é? Eu sou muito fofa!

Ela – Tu és muito fofa!

Ela continua a olhar para mim… e eu para ela pelo canto do olho… desconfiada

Ele – Que é que estás a fazer?

Eu – Disparates [a escrever isto]!

Ele – Não estava a perguntar a ti! Tu passas 90% do teu tempo a fazer disparates…

Ela continua a olhar para mim…

 

Várias exposições em dois dias e mais umas coisitas…

Depois de quase uma semana “alucinada” de cama, passei um fim-de-semana “cá dentro” embriagada da cultura de Lisboa.

Foi todo um turismo e nem a intempérie me derrubou, como fez com árvores e arbustos pela capital fora.

20130119145017

© LápisLavra

Vi cinco exposições completamente diferentes, ou melhor, sete se pensar os espaços expositivos num sentido vasto e muito vivo. O “Laboratorio Chimico” [onde tive aulas práticas de química há 18 hanos e que agora é um museu!], a “Selos da Natureza” de Pedro Salgado – e as histórias de cada série de selos, com visita guiada pelo autor por mais de duas horas -,  “As idades do Mar”, o “Chá para Alice”, a “Instamatic” e quase todos os pisos do edificio I da Lx Factory – que é um monumento há criatividade – e finalmente, a livraria Ler Devagar, outra exposição viva a não perder. Foi considerada uma das 20 mais belas livrarias do planeta em 2012.

20130119175125

© LápisLavra

Além disto, fui a uma exposição de desenhos muito bons no Chá da Barra da Vila (Palácio do Egipto, Oeiras) e assisti a um mini concerto de piano a acompanhar o evento. E ainda tive uma aula sobre rabiscos na Gulbenkian – podia ter estado lá todo o fim-de-semana a assistir a palestras girissimas do projecto Descobrir.

Sabem quanto custou tudo isto? Cinco um euros no bilhete do Museu Nacional de História Natural e do Museu de Ciência (acho que um dia não chegaria para ver tudo) mais os chás/cafés, os lanches e o combustível. Aos Domingos as exposições da Gulbenkian não se pagam, aliás como acontece em muitos museus portugueses.

Habitando em Lisboa e arredores, a desculpa que é caro não serve para não nos embriagarmos em cultura. Só não recomendo que se aventurem como eu fiz por entre ventos de 60 km/h e mega chuvada. Só fui, porque tinha eventos marcados nos dois dias. De outra forma não teria obviamente saído do sofá.

20130120203621

© LápisLavra

O melhor de tudo foi uma feliz coincidência. Saibam que este país é um TO minúsculo e sem varanda. Estamos sempre inesperadamente a dar de caras com as nossas pessoas, ou elas a encontrarem-nos – já se sabe que ando sempre com os pés a voar e a cabeça no ar …).

Mais fotos em ESTENDAIS SEM PALAVRAS

Como é que só hoje estou a perceber…

 

que estive tão cheia de vírus?

Como é que preciso de me sentir histérica a ouvir música “eléctrica”
e ter vontade de desatar para aqui aos pulos para perceber isso?
Sou hipocondríaca, pronto… confesso.
E estou completamente “eléctrica”,
mas prometo à malta que amanhã ainda não vou para os pulos! 

Só no Domingo ;-)

SOoooLLLLL!!!

 

P.S. Felizmente para o meu corpinho,
já que não tenho assim muito juizinho,
parece que vai chover muito…

 

 

 

 

Dos deslumbres do novo ano

Sobrevivi aos “cânticos” da meia noite.
Estranhamente, parece que fui destacada para cabeça de cartaz.
Estou ainda sem palavras…


20130101000643
         20121231235805

Nunca vou deixar de me deslumbrar
comigo a pular horas e horas a fio sem parar.
Já se vê que se não danço pulo night dentro.

Pular assim é um recomendável tratamento de choque
para expurgar tudo o que ficou retido das festas.
No dia a seguir as minhas pernas pareciam
ser adolescentes outra vez!

Passava das 6h. Acenderam as luzes.
Extenuada sentei-me e deixei-me ficar quieta, deslumbrada:
já é tempo de perceber que nunca vou deixar de ter esta sensação
igual à que tive quando vi,
pela primeira vez,
duas mulheres a namoriscar.
Assim como que pairando na face da Lua:
só elas.

P.S. Vamos lá pular assim outra vez?
;-)

e eu descobri rugas… estará na altura de enfrentar o reinado?

Rugas aqui, ali, acolá… Bye bye carita jovem! =))

Se calhar é coerente com a coroação do Reinado da Belgilândia. A verdadeira encaracolada – também dos pulos – declarou que eu sou a Rainha da Belgilândia.

Até parece que estas miúdas não tem mais com que se preocupar. Como aparentemente não têm nada que fazer – por exemplo, dedicarem-se ao conhecimento científico sério do mundo –  entretêm-se a inventar estas coisas.

Volto a relembrar a terminologia Belgilândica – inventada por seres Belgilândicos e também do “Planeta Mundial” –  para quem anda a passear-se por aqui pela primeira vez (clicar no texto azul para seguir os links):

Bélgica ou Belgilândia

Aromas / Vapores Bélgicos

A Bandeira da Belgilândia é a do arco-íris, mas sem o roxo

Cocoons / Collies versus Bélgic@s com Picos (seres belgilândic@s intratáveis e fei@s que tá danado…)

CocoRosie – A Deusa da Belgilândia

Belgilândia Eólica – ainda estamos a tentar perceber do que se trata… talvez sejam Belgilândic@s de signos de ar…

Rainha da Belgilândia

Rainha da Belgilândia

P.S. A aNa descobriu um pêlo branco
na sobrancelha esquerda

e eu que tenho mais rugas nos olhos,
no nariz e na testa.

Eu acho um pêlo branco
na sobrancelha um charme =P

A Roma e o Sax

Mas será que alguém levou mesmo mesmo a sério que o propósito da minha viagem a Roma é encontrar a minha alma gémea? Ninguém se terá por acaso lembrado que a Cidade Eterna é um colosso de História, monumentos, museus, um extraordinário local para uma pessoa se embriagar de cultura?

Já não posso brincar com as palavras, comigo e com o facto de ter formação científica, ter-me preparado durante anos para fazer investigação a sério através de todas metodologias implicitas na actividade da mesma (apesar de nunca a ter praticado), e ao mesmo tempo dar alguma credibilidade à astrologia? E com o facto de ler as previsões da Susan Miller todos os meses? Eu e mais uns quantos cientistas que eu conheço.  Já agora confesso que fui a uma consulta da Rita Dias e achei extraordinário. A Rita é uma pessoa que tem um dom para falar com as pessoas. Cria uma empatia incrível. Ela não é psicóloga, mas se calhar podia ser melhor que muitos psicólogos que para aí há que provocam mais estragos do que o inverso. Se calhar também seria interessante pesquisarem sobre a área em que a Rita é formada. Surpreendam-se!

A Miller diz que os geminianos se calhar deviam por os pés ao caminho e andar no laréu todo o ano para terras longinquas e que se calhar essa é a melhor forma de dar com uma alma gémea. Ora, eu comecei a pensar que Roma está a aparecer na minha vida de muitos lados diferentes em pouco tempo e que já é coincidência a mais! Juntei 1+1+1+1+1+1

Vai daí, senti um estranho chamamento e num impulso comprei um bilhete barato. Vou ser mais clara: decidi ir a Roma, sozinha, com o objectivo de ir pintar!! Se nos entretantos, arranjar companhia esse objectivo muda. Seria a forma de tomar História e Arte até cair para o lado de cansaço.

Por firmes decisões, era muito giro e util aprender a tocar Saxofone. Ah pois era. Mas faz uma barulheira e o meu bairro gosta muito de sossego. Quando inventarem um sax ou um clarinete electrónico a sério, talvez volte às aulas. É que eu adorei a experiência.

A minha Santa, ela apontou-me o caminho da Cidade Eterna

 

e eu como moça bem comportada já me pus a caminho!

Tive agora mesmo uma epifania. Uma visão…

A Susan Miller, aquela que leva ao ensandecimento dos fãs, ela, ela… ela mostrou-me o caminho das viagens… E os Astros, eles apontaram Roma no cruzamento dos trânsitos.
É num desses cruzamentos que espero encontrar a minha Amada.
Já não há volta a dar: em Março lá vou eu.
E que a Miller esteja connosco!!
Caso a dita Amada não me encontre lá por Itália, em Julho, dou-lhe mais uma oportunidade para dar de caras comigo. Vou para Barcelona para um congresso. Será então a minha última oportunidade para que a tal amada me encontre.
Acho que não dá para viajar mais este ano… estarei obviamente falida no pico do Verão.
– prevejo…  – se bem que a Miller também diz que vai ser tudo bom para os Geminianos em 2013…
Ter pensamentos positivos não custa nada, não é? Mais vale tê-los e recheadinhos de sorrisos.
É claro que há uma óbvia excepção: a viagem para o casório. Estou já a fazer um pé de meia. É que estou a pensar em casar-me com ela, com a tal Amada, lá para Dezembro.
Aguardo serenamente que me recomendem um destino para o rómantico enlace. Não será dificil. Há p’rái uma duzia de paises onde me posso casar. As actualizações podem ser consultadas no sitio do costume.
Mas se fosse na Bélgica, capital da Belgilândia, fazia todo o sentido, não é? Pois vou para a Bélgica casar-me e visitar Ghent, Burges e Antuerpia. Parece bem?
Isto é o ensandecimento total do Amor!!!!
E eu estou a adorar ensandecer-me de sorrisos.
P.S. Se calhar é melhor abrir uma secção nova:
Ensandecimento aos Abraços

dO Lugar de todas as cores, de todas as conversas, de todos os silêncios

Vamos para esse teu “lugar azul” e conversar tanto, tanto, tanto, que a voz só não nos vai doer, porque nos podemos empanturrar de chá branco e de torradas com marmelada e lemon curd, ou de queques ;-)

Esse lugar dará lugar a todas as cores, porque os sorrisos e os abraços são coloridos. Podemos rebular de dunas altíssimas ou balançar em ramos de árvores numa floresta verde, cheia de raios de sol por entre as folhas.

Ou podemos ficar no teu “lugar azul”, em silêncio a desenhar palavras no ar.

Um dia talvez te visite montada numa vespa amarela, vestida das minhas maluquices, para nos (re)vestirmos das nossas lócuras e nos reinventarmos em poemas de amizade-amor e de mar.

P.S. Gosto mais de pensar no inicio(-de-ano):
recheado de gigantes Abraços e beijocas doces!