Adoro pés e coisas a voar… menos eu…

Amanhã vou voar outra vez  para a capital da Belgilândia
em nome da nação.

Quando tiver um momento só para mim e para lavar a alma,
que vai ficar tão recheada de coisas  e ditos altamente descartáveis,
vou ver este filminho de livros voadores
que a Impressão Anónima recomendou.

Da Adopção para toda a gente: “Duas mães, dois pais”

 

‎… o que faz com toda a certeza mal às crianças, é serem maltratadas e os maus tratos não decorrem do tipo de famílias, mas da competência humana e educativa, por assim dizer, de quem delas cuida, pais, mães ou educadores. Quando as crianças são bem tratadas e crescem com adultos que gostam delas, as protegem e as ajudam a crescer, elas encontram caminhos para lidar com dois pais ou com duas mães. O que as crianças quase sempre não sabem como resolver é quando têm por perto adultos, heterossexuais ou homossexuais, que não gostam delas, que as maltratam, negligenciam, abandonam, etc. Isso é que faz mal às crianças.

 

José Morgado
é professor universitário
no Instituto Superior de Psicologia Aplicada
– Instituto Universitário

in Jornal Público

Teatro sobre adopção por casal do mesmo sexo – “Esperando Diana”

Esperando Diana - Dramax

 

 

“Esperando Diana” conjuga o lado divertido de uma boa comédia, com um dos temas mais sensíveis da atualidade que é a adoção de crianças pelos casais do mesmo sexo.

“Esperando Diana”, protagonizada por Alexandra Leite, Nuno Távora, Adriano Carvalho e Diana Nicolau, sob direcção de Celso Cleto, estará em cena de 2 de Março a 14 de Abril, com sessões de quinta a sábado às 21h30 e domingos às 16h00.

Eu sei que sim… o Amor acontece via Internet

e as Amizades também e não me envergonho nada de o confessar… Podia ter escrito este post há tanto tempo… Devia? Não sei…

No outro dia – curiosamente no dia em que o Fórum da Rede Ex-Aequo comemorou uns abençoados 11 anos de existência –  num debate público sobre um filme, uma jovem fez um comentário discriminatório em relação aos contactos e encontros que acontecem via Internet.

Ouvi-a calada e assim me mantive, silenciada pela minha tremenda timidez e inibida por estarem ali presentes várias pessoas que me conhecem. Talvez se não estivessem, tivesse pulado para fora de mim e dado o meu testemunho. Como me parece ser bom hábito nas reuniões da Rede Ex-Aequo – essa é a minha experiência – quando alguém tem um comportamento discriminatório em relação a qualquer assunto os moderadores intervêm de forma a pôr @ “discriminad@r” a reflectir sobre a sua atitude.

Calei-me, mas fiquei com a mente aos pulos, desejosa de partilhar da minha experiência. As namoradas que tive: conheci-as através da Internet.

Sonho com o dia perfeito – que não vai acontecer porque não há dias perfeitos – com o dia em que vou conhecer a mulher da minha vida no local perfeito: n@ florist@. Há aqui um óbvio problema de probabilidades… quase não vou a florist@s…

Primeiro, tive um pseudo-namorado que conheci, porque era amigo do meu irmão.

Depois, quando me enfrentei, ganhei coragem e meti conversa com uma miúda no grupo de discussão do Clube Safo. Depois de muitas “cartas” electrónicas para trás e para a frente, lá nos convencemos ao primeiro encontro num sitio público como convém. Essa miúda foi minha companheira durante vários anos. O meu relacionamento amoroso com ela mantém-se – e acredito que se manterá – como uma referência até ao meu último sopro.

As outras namoradas que tive conheci-as num famoso site internacional, ao qual adjectivo como aquele local desabraçado. Digo isto, mas não sem alguma ternura. É que foi lá que as conheci e também outras pessoas, e a outras pessoas através delas, que ainda se mantêm na minha vida. Não são muitas, mas vão ficando cá dentro.

Estes sites de (des)encontros, são como a vida: é preciso ter alguma sorte e uma grande dose de bom senso.

Já me aconteceram cenas estranhissimas – eu não disse aterrorizadoras, ok? Foram estranhas… há pessoas para todos os gostos em todo o lado, não é…? É tal e qual como na vida.

Também já me aconteceram cenas inesquecíveis,  como naquele primeiro encontro estarmos já há três horas na bela converseta (e eu que falo tão pouco… imagine-se…)  até ao momento em que nos lembrámos que o Xico-cão estava ao “abandono” no carro… Passadas umas semanas essa miúda tão fixe dos All Star Amarelos, no mesmo sítio desabraçado, conheceu outra miúda também muito fixe. Estão juntas há mais de dois anos. E que bem que elas ficam!

Há algum tempo que ando na troca de e-mails com uma miúda que vive noutro país. Somos pen pals, como fazia tanta gente na adolescência, mas em versão online. A casa do coração dela fica a uns três quilómetros da minha… acreditam? Já escrevemos tantos e-mails e tão longos que podíamos publicar um livro com largas centenas de páginas. As duas concordamos que @ florist@ seria o local perfeito para conhecermos as mulheres das nossas vidas, mas que as probabilidades são mais elevadas através da Internet ou de amig@s, ou no trabalho, ou noutro local qualquer.

A minha prima do coração conheceu o companheiro na Internet há uns sete ou oito anos ou se calhar já há mais. Ainda não há muito tempo me confessou que ele é o Homem da vida dela. Gosto de lhes cuscar os olhares íntimos. Adoro testemunhar pessoas apaixonadas e cúmplices.

A última namorada que tive e que também conheci no dito sitio: na primeira vez que falámos ao telefone foi coisa “só” para cinco horas sabe-se lá a falar de quê…  há conversas que são como as cerejas (e eu que falo tão pouco… imagine-se…). É mesmo coisa de miúdas ;-) Mas olha puff desvaneceu-se, por vários motivos, entre eles o que ele transcreve tão bem ali no MomentosTemos mesmo de ter cuidado, porque pode haver o risco de nos apaixonarmos pelo ecrã do computador. Eu estive apaixonada (issima… ou assim), mas houve umas grandes (des)ilusões do ecrã para a vida real.

E agora estou apaixonada? Não sei… pelo ecrã do computador? Não sei… Não… Ela tem um sorriso lindo e genuíno. Ela ensina-me tantas coisas. Adora cor-de-laranja. É viciada em leituras. Tem o cabelo a ficar cinzento como eu tanto gosto. Tem um coração que anseia por ser mais inteligente. Ela cheira tão bem. Ela não vive em Roma como a minha pen pal, mas vive longe… E eu pergunto-me como é possível gostar tanto de alguém com quem estive uma única vez recheada de sorrisos e de água e de praia por todos os lados. Mas sinto estas estranhas saudades de um tempo nosso que nunca existiu.

Não acredito no Amor à distância quando não se construiu previamente uma relação amorosa sólida…

P.S: Considero os 11 anos do Fórum da Rede Ex-Aequo
como “abençoados”,
porque por entre outros importantes motivos,
tenho uma grande convicção de que a reviravolta
da história LGBT em Portugal
se iniciou quando as mentes daqueles jovens fundadores
tiveram aquela ideia iluminada.

Dos deslumbres do novo ano

Sobrevivi aos “cânticos” da meia noite.
Estranhamente, parece que fui destacada para cabeça de cartaz.
Estou ainda sem palavras…


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Nunca vou deixar de me deslumbrar
comigo a pular horas e horas a fio sem parar.
Já se vê que se não danço pulo night dentro.

Pular assim é um recomendável tratamento de choque
para expurgar tudo o que ficou retido das festas.
No dia a seguir as minhas pernas pareciam
ser adolescentes outra vez!

Passava das 6h. Acenderam as luzes.
Extenuada sentei-me e deixei-me ficar quieta, deslumbrada:
já é tempo de perceber que nunca vou deixar de ter esta sensação
igual à que tive quando vi,
pela primeira vez,
duas mulheres a namoriscar.
Assim como que pairando na face da Lua:
só elas.

P.S. Vamos lá pular assim outra vez?
;-)

e eu descobri rugas… estará na altura de enfrentar o reinado?

Rugas aqui, ali, acolá… Bye bye carita jovem! =))

Se calhar é coerente com a coroação do Reinado da Belgilândia. A verdadeira encaracolada – também dos pulos – declarou que eu sou a Rainha da Belgilândia.

Até parece que estas miúdas não tem mais com que se preocupar. Como aparentemente não têm nada que fazer – por exemplo, dedicarem-se ao conhecimento científico sério do mundo –  entretêm-se a inventar estas coisas.

Volto a relembrar a terminologia Belgilândica – inventada por seres Belgilândicos e também do “Planeta Mundial” –  para quem anda a passear-se por aqui pela primeira vez (clicar no texto azul para seguir os links):

Bélgica ou Belgilândia

Aromas / Vapores Bélgicos

A Bandeira da Belgilândia é a do arco-íris, mas sem o roxo

Cocoons / Collies versus Bélgic@s com Picos (seres belgilândic@s intratáveis e fei@s que tá danado…)

CocoRosie – A Deusa da Belgilândia

Belgilândia Eólica – ainda estamos a tentar perceber do que se trata… talvez sejam Belgilândic@s de signos de ar…

Rainha da Belgilândia

Rainha da Belgilândia

P.S. A aNa descobriu um pêlo branco
na sobrancelha esquerda

e eu que tenho mais rugas nos olhos,
no nariz e na testa.

Eu acho um pêlo branco
na sobrancelha um charme =P

A minha Santa, ela apontou-me o caminho da Cidade Eterna

 

e eu como moça bem comportada já me pus a caminho!

Tive agora mesmo uma epifania. Uma visão…

A Susan Miller, aquela que leva ao ensandecimento dos fãs, ela, ela… ela mostrou-me o caminho das viagens… E os Astros, eles apontaram Roma no cruzamento dos trânsitos.
É num desses cruzamentos que espero encontrar a minha Amada.
Já não há volta a dar: em Março lá vou eu.
E que a Miller esteja connosco!!
Caso a dita Amada não me encontre lá por Itália, em Julho, dou-lhe mais uma oportunidade para dar de caras comigo. Vou para Barcelona para um congresso. Será então a minha última oportunidade para que a tal amada me encontre.
Acho que não dá para viajar mais este ano… estarei obviamente falida no pico do Verão.
– prevejo…  – se bem que a Miller também diz que vai ser tudo bom para os Geminianos em 2013…
Ter pensamentos positivos não custa nada, não é? Mais vale tê-los e recheadinhos de sorrisos.
É claro que há uma óbvia excepção: a viagem para o casório. Estou já a fazer um pé de meia. É que estou a pensar em casar-me com ela, com a tal Amada, lá para Dezembro.
Aguardo serenamente que me recomendem um destino para o rómantico enlace. Não será dificil. Há p’rái uma duzia de paises onde me posso casar. As actualizações podem ser consultadas no sitio do costume.
Mas se fosse na Bélgica, capital da Belgilândia, fazia todo o sentido, não é? Pois vou para a Bélgica casar-me e visitar Ghent, Burges e Antuerpia. Parece bem?
Isto é o ensandecimento total do Amor!!!!
E eu estou a adorar ensandecer-me de sorrisos.
P.S. Se calhar é melhor abrir uma secção nova:
Ensandecimento aos Abraços

Vou mesmo para a Bélgica!! Ter tanto frio…

belgiumflag

Lá vou eu, mesmo a sério a caminho da Bélgica.

Não vou em nome da nação,
mas ao contrário dela não me importo que,
em caso de necessidade,
me seja prestado todo o auxílio…
[por exemplo, aquecerem-me que lá está muito frio – “tanta piada fácil”…]
pelas bélgicas-cocoon-éolicas Belgas
que emanem suaves vapores e aromas
do planeta da belgilândia

https://lapislavra.files.wordpress.com/2010/04/bandeiradabelgilandia.jpg?w=560

P.S. Como já tinha explicado ali não gosto de roxo

P.S.2. Escusam de encomendar trufas
e chocolates pecaminosos,
porque por estas horas já estou a caminho
e sem internet nos próximos dias.
Também não tenho espaço na mala
com tanta lã e tecido polar lá dentro…

Atravessei La Espanã nuevamente… la Granada

Eram 18h22, hora de Lisboa quando encontrei a placa “Província de Granada”. Eram onze e meia da noite quando me recostei na almofada… nem perguntem porquê… mais de peripécias geminianas…

Las aulitas se inician por las 16h  e despues és una maratona. Entretanto encontrei uma loja con unos recuerdos non típicos de la ciudad, pero que muy fofitos e con un nombre muy adequado a lo contiexto de lo curso que vin hacer: Callate la boca.

Que fofitos! Aqueles artigos são tão fofitos para las belgilândicas, belgiquezas, cocoon eólicas

E ahora vou a dormir la siesta, porque los chicos estavan luecos por la noche… Merecian un gran castigo! Muy grande!

P.S. Gustam de mio Portunhol italianado? Hum? ;-)

Barcelona, a cidade charmosa, rebelde, “màgic”

 

Da primeira vez, deixei-me percorrer a cidade màgic a pé, sozinha. Foram quilómetros e quilómetros e quilómetros dois, três dias. Quando cheguei não sabia ao que ia. Deixei-me perder nas ruas, encontrar-me, descobrir os recantos e preciosidades.  Já acompanhada, deixei voltar a perder-me e  redescobri-la, reconhecer os prédios, as lojas.

Deambular parece ser a única forma de conhecer uma cidade, de a ouvir, de a respirar, de a viver e de nos deslumbrarmos como se houvesse todo o Tempo do mundo para ir por ali, acolá…

Da segunda vez que visitei Barcelona prefiro não me lembrar.

Desta vez foi mais ao meu jeito e foi doce.  Houve café expresso italiano Illy “tipicamente Português” logo de manhã todos os dias, bocadilhos improvisados com jámon e sumos maravilhosos do Mercado de Santa Catarina e da Bocaria, houve quilómetros e mais quilómetros a pé, tantos quilómetros, dores horríveis nas pernas, sorrisos doces à mistura com cañas e claras, montaditos e tapas, centenas de fotografias estéticas. Houve silêncios, muitos silêncios para melhor ouvir a magia, absorver os dias e construir memórias.

O pulsar humano eterno, o charme rebelde das ramblas, do bairro gótico, o génio dos edifícios mais criativos, ergonómicos, belos que já vi – de Gaudí -, aqueles contrastes arquitectónicos, humanos e culturais que mudam em todas as horas do dia e da noite.

Há algo de mistério que paira no ar, há sempre algo mais para descobrir. No fundo, é o mesmo que sinto quando passeio pela Baixa, pelo Chiado, Alfama, Bairro Alto, mas multiplicado por muitas vezes.

A acrescentar a tudo isto há a descontracção das pessoas LGBT por todos os lados, sem complexos, com presença diluída, a respirar liberdade sem pressões.

Sinto-me encantada, serena e rejuvenescida lá.

Tenho cada vez mais a sensação que Barcelona é de alguma forma uma representação de uma mistura do que sou e, ao mesmo tempo, do que gostava de me tornar: livre de espírito, de aceitar a vida como ela acontece, de aceitar as “minhas” pessoas como elas são e como habitam a vida e que essas pessoas me aceitem como sou, o meu percurso, a minha evolução no habitar a Vida. Estou muito longe de me sentir livre.

Barcelona “quer” sentir-se livre para Ser seja o que for. E eu com Ela: quero muito sentir-me livre no espírito para não me deixar prender dentro da complexidade da vida e de mim própria.

 

P.S. Imagens publicadas em breve

 

 

 

 

Ainda bem que tenho o Facebook

fechado à chave… mais ou menos…

Atão não é que a Bélgilândica da moça me publica um <3 no mural?!

Eu já estou a imaginar as malas a voar pelas janelas e os divórcios por esse país fora… muitos…

Também imagino os meus amigos Amigos, o meu irmão, as minhas primas todos a smsarem uns para os outros, a telefonarem, a tagarelarem: a Rita arranjou uma namorada que lhe faz declarações (semi)públicas no FB!?! Será que endoideceu?! Quem é aquela ali naquela foto minúscula que lhe pregou com um coração no mural?

Quem terá sido a alma que se lembrou de inventar que publicar um coraçãozinho no mural alheio era boa ideia para divulgar informações importantes?!

P.S. Se calhar a moça é minha fã secreta
e não tem coragem para me desenhar coraçõeszinhos no ar
mesmo em frente à ponta do nariz…

Do dicionário da Belgilândia

Elas – não Belgilândicas – decidiram inventar nova terminologia.

Ninguém costuma explicar que é heterosexual, mas elas agora descobriram que precisam de dizer: “nós do planeta mundial”… inventaram isto… É um sinal muito interessante dos tempos… do meu Tempo. O “planeta mundial” delas, claro, é o complemento não belgilândico do universo ;-)