Apetece-me mudar

 

de ares… a voar por aí…

Anúncios

E o peixe não foi atropelado no alcatrão!

 

Num instantinho “fugimos” … lá íamos vagarosamente pela marginal fora, encantadas e a agradecer mais um momento abraçado pelo mar e heis que “saltam” três peixes da água puxados por uma cana de pesca.

O maior dos peixes estatelou-se no alcatrão e não foi atropelado…

Foi por pouco que não entrou pela janela e se “deitou” ao meu colo… A Su, espirituosa como de costume, depois da quase mega-travagem que “salvou” a pesca dos três doidos à beira da estrada, parou o carro, sorrimos, aplaudi o momento e a Su declarou que se o peixe tivesse “voado” para dentro do carro era dela.

Eles sorriram-nos muito e continuámos por ali fora a sonhar com o peixe assado no forno com batatinhas… A Su diz que era um sargo… eu digo que não não me vou esquecer tão depressa do peixe aos pulos no alcatrão…

Ainda não completamente refeitas demos com Pensamentos +++

Ja sorriu hoje

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Da Viajante”: Às contas com Roma, Lisboa e a Europa que já conheço…

Nas últimas semanas, tenho sido apelidada de Rita, a viajante… Não me parece…  Não gosto disso. Não gosto de apelidos… Por muito que não vos pareça, sou muito muito caseira. Perguntem lá a quem me conhece há mais de 15 anos se não sou bicho do mato… até demais… Ou era…  ;-)

Pronto, pronto, sou e ambiciono ser uma Viajante dentro de “Casa”. Quanto mais viajo além fronteiras mais lhe sinto a falta, mais me sinto maravilhada e sortuda por habitar e desfrutar deste distrito deslumbrante, que tem Tejo, mar Atlântico, praias, montanhas, verde, tanto verde, história tanta história, estética humana e natural, e estórias por todos os lados. E que me parece que os Portugueses não aproveitam como podiam e, arrisco dizê-lo: deveriam.

Palmilhei Roma a pé, foram mais de 30 km para trás e para a frente, durante quatro dias… Não estou desiludida. Não estou. Mas soube a pouco por diferentes motivos. Muito ficou por ver. Não entrei dentro dos monumentos e não fui visitar a cidade debaixo do  chão. A minha prioridade era andar de cabelos ao vento e caminhar de uma ponta à outra até à exaustão. Consegui em parte… Ainda tenho bolhas nos pés e doem-me muito os gémeos desde a primeira noite, que começou logo com uns 12 km por ali fora.  Noite salva pelo o encontro inesperado e emocionado com a Fontana de Trevi. Aquela luz e a aquela água a correr são… dos “deuses” humanos cheios de fé e capazes de criar e construir edificações assim… Só senti emoção parecida ao sair do metro e dar de caras com a Sagrada Família, em Barcelona.

Lisboa não tem algo muito importante que Roma tem por demais: não tem colunas, nem estátuas, nem edifícios ENORMES, em quantidades tais que até enjoa, para não não dizer que até enoja. E não fui ao Vaticano, senhor@s!! Cumpri a promessa a mim própria e nem precisei do incentivo da realização do conclave para não ir. Se tivesse ido, então a ideia que teria de Roma seria ainda mais… deprimente. Os contrastes entre a forma como vivem e viveram os povos desde há mais de dois mil anos e a ostentação dos “representantes” desses povos é arrepiante. Como pode o Vaticano, como podem elEs viver assim…? Sim, estava lá no dia em que o novo Papa foi eleito…

Lisboa tem condutores, que conduzem depressa e descuidadamente, mas a maioria respeita as passadeiras e os sinais verdes para os peões. O mesmo não se pode dizer dos Romanos. Caminhar em Roma é um seríssimo risco para Vida… Isso é o pior de Roma. E  dá mesmo cabo do ânimo de qualquer turista caminhante entusiasmado.

Aproveitando as tais “honrarias” do meu novo apelido  – não ausentes de inveja  – declaro primeiro que a inveja é muito feia e demonstra bem a personalidade triste e enfadonha de quem a emana pelos poros do corpo. E declaro também que estou farta de dizer “olhem desculpem lá qualquer coisinha, mas não gostei muito…”. Chega disso!

E invejam o quê? As viagens de avião que deixam sequelas no meu corpo, possivelmente bem mais sérias do que eu quero sequer pensar… ? Invejam ir e vir em curtos espaços de tempo, que dão somente para conhecer os aeroportos, as estações de comboio, os “halls” de hotel e sobretudo os quartos e as salas de reuniões? Vejam lá, é preciso ter cuidado com o que se inveja. É como com os desejos, é preciso ter cuidado com o que se quer, não vá eles – os desejos – virarem-se contra nós. Alguém quer ir a Bruxelas por mim? Vejam lá se querem, digam. É que a próxima vez deve estar para breve. Do pouco que tive oportunidade de visitar da última vez [finalmente!]  Bruxelas é suja e, no geral, feia e pior, é triste… Parece-me o espelho do estado da União Europeia.

Quanto mais viajo mais sinto que  Não Há Cidade como Lisboa. Quanto mais conheço da Europa, maior é a minha paixão pela capital Portuguesa. Quando mais conheço da Europa mais amo esta luz maravilhosa que me entra pela alma e me aquece o corpo.

Quando encontrar uma capital mais bonita, arrumada, histórica, “estórica”, afável, azul do céu, azul do rio e do mar, sorridente, simpática, luminosa, charmosa, aviso as hostes. Apesar de não ser perfeita, tem qualidades inigualáveis. Até lá, deixem cá ver os argumentos que quiserem, porque eu adoro contra-argumentar.

Habitantes de Lisboa, deixem-se de tretas, tirem mas é os rabos dos vossos sofás e vão para a rua, porque se adivinham maravilhosos dias de Sol Primaveril e com eles a Luz e os Contrastes lá fora e muitos, muitos eventos a custo zero a acontecerem em volta, dentro e fora de casa. É só procurar!

Literatura Romana

Para preparar uma viagem pode ler-se os diários dos outros, de preferências com “bonecos” e fotos e os livros para crianças, que são muito mais divertidos e ilustrativos do que os clássicos guias com poucas fotos da treta.

LiteraturaRomana

© LápisLavra

Eu sei que sim… o Amor acontece via Internet

e as Amizades também e não me envergonho nada de o confessar… Podia ter escrito este post há tanto tempo… Devia? Não sei…

No outro dia – curiosamente no dia em que o Fórum da Rede Ex-Aequo comemorou uns abençoados 11 anos de existência –  num debate público sobre um filme, uma jovem fez um comentário discriminatório em relação aos contactos e encontros que acontecem via Internet.

Ouvi-a calada e assim me mantive, silenciada pela minha tremenda timidez e inibida por estarem ali presentes várias pessoas que me conhecem. Talvez se não estivessem, tivesse pulado para fora de mim e dado o meu testemunho. Como me parece ser bom hábito nas reuniões da Rede Ex-Aequo – essa é a minha experiência – quando alguém tem um comportamento discriminatório em relação a qualquer assunto os moderadores intervêm de forma a pôr @ “discriminad@r” a reflectir sobre a sua atitude.

Calei-me, mas fiquei com a mente aos pulos, desejosa de partilhar da minha experiência. As namoradas que tive: conheci-as através da Internet.

Sonho com o dia perfeito – que não vai acontecer porque não há dias perfeitos – com o dia em que vou conhecer a mulher da minha vida no local perfeito: n@ florist@. Há aqui um óbvio problema de probabilidades… quase não vou a florist@s…

Primeiro, tive um pseudo-namorado que conheci, porque era amigo do meu irmão.

Depois, quando me enfrentei, ganhei coragem e meti conversa com uma miúda no grupo de discussão do Clube Safo. Depois de muitas “cartas” electrónicas para trás e para a frente, lá nos convencemos ao primeiro encontro num sitio público como convém. Essa miúda foi minha companheira durante vários anos. O meu relacionamento amoroso com ela mantém-se – e acredito que se manterá – como uma referência até ao meu último sopro.

As outras namoradas que tive conheci-as num famoso site internacional, ao qual adjectivo como aquele local desabraçado. Digo isto, mas não sem alguma ternura. É que foi lá que as conheci e também outras pessoas, e a outras pessoas através delas, que ainda se mantêm na minha vida. Não são muitas, mas vão ficando cá dentro.

Estes sites de (des)encontros, são como a vida: é preciso ter alguma sorte e uma grande dose de bom senso.

Já me aconteceram cenas estranhissimas – eu não disse aterrorizadoras, ok? Foram estranhas… há pessoas para todos os gostos em todo o lado, não é…? É tal e qual como na vida.

Também já me aconteceram cenas inesquecíveis,  como naquele primeiro encontro estarmos já há três horas na bela converseta (e eu que falo tão pouco… imagine-se…)  até ao momento em que nos lembrámos que o Xico-cão estava ao “abandono” no carro… Passadas umas semanas essa miúda tão fixe dos All Star Amarelos, no mesmo sítio desabraçado, conheceu outra miúda também muito fixe. Estão juntas há mais de dois anos. E que bem que elas ficam!

Há algum tempo que ando na troca de e-mails com uma miúda que vive noutro país. Somos pen pals, como fazia tanta gente na adolescência, mas em versão online. A casa do coração dela fica a uns três quilómetros da minha… acreditam? Já escrevemos tantos e-mails e tão longos que podíamos publicar um livro com largas centenas de páginas. As duas concordamos que @ florist@ seria o local perfeito para conhecermos as mulheres das nossas vidas, mas que as probabilidades são mais elevadas através da Internet ou de amig@s, ou no trabalho, ou noutro local qualquer.

A minha prima do coração conheceu o companheiro na Internet há uns sete ou oito anos ou se calhar já há mais. Ainda não há muito tempo me confessou que ele é o Homem da vida dela. Gosto de lhes cuscar os olhares íntimos. Adoro testemunhar pessoas apaixonadas e cúmplices.

A última namorada que tive e que também conheci no dito sitio: na primeira vez que falámos ao telefone foi coisa “só” para cinco horas sabe-se lá a falar de quê…  há conversas que são como as cerejas (e eu que falo tão pouco… imagine-se…). É mesmo coisa de miúdas ;-) Mas olha puff desvaneceu-se, por vários motivos, entre eles o que ele transcreve tão bem ali no MomentosTemos mesmo de ter cuidado, porque pode haver o risco de nos apaixonarmos pelo ecrã do computador. Eu estive apaixonada (issima… ou assim), mas houve umas grandes (des)ilusões do ecrã para a vida real.

E agora estou apaixonada? Não sei… pelo ecrã do computador? Não sei… Não… Ela tem um sorriso lindo e genuíno. Ela ensina-me tantas coisas. Adora cor-de-laranja. É viciada em leituras. Tem o cabelo a ficar cinzento como eu tanto gosto. Tem um coração que anseia por ser mais inteligente. Ela cheira tão bem. Ela não vive em Roma como a minha pen pal, mas vive longe… E eu pergunto-me como é possível gostar tanto de alguém com quem estive uma única vez recheada de sorrisos e de água e de praia por todos os lados. Mas sinto estas estranhas saudades de um tempo nosso que nunca existiu.

Não acredito no Amor à distância quando não se construiu previamente uma relação amorosa sólida…

P.S: Considero os 11 anos do Fórum da Rede Ex-Aequo
como “abençoados”,
porque por entre outros importantes motivos,
tenho uma grande convicção de que a reviravolta
da história LGBT em Portugal
se iniciou quando as mentes daqueles jovens fundadores
tiveram aquela ideia iluminada.

Mais de me encontrarem por aí…

Sabem aquilo do T0 minúsculo e sem varanda?

 

Pois, este fim-de-semana mais uma vez estava muito sossegadinha num café lisboeta, metida comigo a rabiscar no meu caderninho de folhas azuis e sinto um toque no ombro.

Eu em pensamentos: encontraram-me outra vez…
Sorri. Olhei para cima…

Ela declarou-me: estava com medo de fazer figura de parva, mas pareceu-me mesmo que eras tu.
E sorriu-me muito.

Eu acho que as pessoas adoram apanhar outras por aí, principalmente quando estão nas coisas dos rabiscos.

E sorrimos muito. 

P.S: Não sei quanto tempo ela terá ficado a apreciar-me…
Eu gosto de ficar a olhar para as pessoas nos rabiscos ou a ler.
Gosto de ver as pessoas a ler no comboio.
Na praia também.

Sinto-me observada…

 

Ela senta-se à minha frente do outro lado da secretária:

Eu – Diz…

Ela – Estou só a olhar para ti!

Eu – É porque eu sou muito bonita, não é? Eu sou muito fofa!

Ela – Tu és muito fofa!

Ela continua a olhar para mim… e eu para ela pelo canto do olho… desconfiada

Ele – Que é que estás a fazer?

Eu – Disparates [a escrever isto]!

Ele – Não estava a perguntar a ti! Tu passas 90% do teu tempo a fazer disparates…

Ela continua a olhar para mim…

 

Várias exposições em dois dias e mais umas coisitas…

Depois de quase uma semana “alucinada” de cama, passei um fim-de-semana “cá dentro” embriagada da cultura de Lisboa.

Foi todo um turismo e nem a intempérie me derrubou, como fez com árvores e arbustos pela capital fora.

20130119145017

© LápisLavra

Vi cinco exposições completamente diferentes, ou melhor, sete se pensar os espaços expositivos num sentido vasto e muito vivo. O “Laboratorio Chimico” [onde tive aulas práticas de química há 18 hanos e que agora é um museu!], a “Selos da Natureza” de Pedro Salgado – e as histórias de cada série de selos, com visita guiada pelo autor por mais de duas horas -,  “As idades do Mar”, o “Chá para Alice”, a “Instamatic” e quase todos os pisos do edificio I da Lx Factory – que é um monumento há criatividade – e finalmente, a livraria Ler Devagar, outra exposição viva a não perder. Foi considerada uma das 20 mais belas livrarias do planeta em 2012.

20130119175125

© LápisLavra

Além disto, fui a uma exposição de desenhos muito bons no Chá da Barra da Vila (Palácio do Egipto, Oeiras) e assisti a um mini concerto de piano a acompanhar o evento. E ainda tive uma aula sobre rabiscos na Gulbenkian – podia ter estado lá todo o fim-de-semana a assistir a palestras girissimas do projecto Descobrir.

Sabem quanto custou tudo isto? Cinco um euros no bilhete do Museu Nacional de História Natural e do Museu de Ciência (acho que um dia não chegaria para ver tudo) mais os chás/cafés, os lanches e o combustível. Aos Domingos as exposições da Gulbenkian não se pagam, aliás como acontece em muitos museus portugueses.

Habitando em Lisboa e arredores, a desculpa que é caro não serve para não nos embriagarmos em cultura. Só não recomendo que se aventurem como eu fiz por entre ventos de 60 km/h e mega chuvada. Só fui, porque tinha eventos marcados nos dois dias. De outra forma não teria obviamente saído do sofá.

20130120203621

© LápisLavra

O melhor de tudo foi uma feliz coincidência. Saibam que este país é um TO minúsculo e sem varanda. Estamos sempre inesperadamente a dar de caras com as nossas pessoas, ou elas a encontrarem-nos – já se sabe que ando sempre com os pés a voar e a cabeça no ar …).

Mais fotos em ESTENDAIS SEM PALAVRAS

dO Lugar de todas as cores, de todas as conversas, de todos os silêncios

Vamos para esse teu “lugar azul” e conversar tanto, tanto, tanto, que a voz só não nos vai doer, porque nos podemos empanturrar de chá branco e de torradas com marmelada e lemon curd, ou de queques ;-)

Esse lugar dará lugar a todas as cores, porque os sorrisos e os abraços são coloridos. Podemos rebular de dunas altíssimas ou balançar em ramos de árvores numa floresta verde, cheia de raios de sol por entre as folhas.

Ou podemos ficar no teu “lugar azul”, em silêncio a desenhar palavras no ar.

Um dia talvez te visite montada numa vespa amarela, vestida das minhas maluquices, para nos (re)vestirmos das nossas lócuras e nos reinventarmos em poemas de amizade-amor e de mar.

P.S. Gosto mais de pensar no inicio(-de-ano):
recheado de gigantes Abraços e beijocas doces!