Clarice Lispector numa exposição de palavras

… Embriaguei-me na voz, no som das palavras: “Sou tímida e ousada ao mesmo tempo…”.

Comprei o Jornal de Letras que a tem na capa: a Clarice.

Há muito muito tempo que não lia o JL… Fez-me lembrar os bons tempos do Mil Folhas no Público: nos textos que evitam as pedantices da escrita…

Se não tivesse com tanta curiosidade tinha mandado o jornal dar uma curvinha… Sinceramente… qual é o gozo de escrever difícil num jornal? É fazer-nos perder tempo? É que num jornal estar a voltar para trás várias vezes não é muito confortável… nem o objectivo, certo? Os senhores da Edimpresa têm com  certeza um fetiche em manter esta pérola viva. Felizmente!

A não perder o texto da Nélida Piñon.

 

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Clarice Lispector – A hora da Estrela – Fundação Calouste Gulbenkian
© LápisLavra

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Várias exposições em dois dias e mais umas coisitas…

Depois de quase uma semana “alucinada” de cama, passei um fim-de-semana “cá dentro” embriagada da cultura de Lisboa.

Foi todo um turismo e nem a intempérie me derrubou, como fez com árvores e arbustos pela capital fora.

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© LápisLavra

Vi cinco exposições completamente diferentes, ou melhor, sete se pensar os espaços expositivos num sentido vasto e muito vivo. O “Laboratorio Chimico” [onde tive aulas práticas de química há 18 hanos e que agora é um museu!], a “Selos da Natureza” de Pedro Salgado – e as histórias de cada série de selos, com visita guiada pelo autor por mais de duas horas -,  “As idades do Mar”, o “Chá para Alice”, a “Instamatic” e quase todos os pisos do edificio I da Lx Factory – que é um monumento há criatividade – e finalmente, a livraria Ler Devagar, outra exposição viva a não perder. Foi considerada uma das 20 mais belas livrarias do planeta em 2012.

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© LápisLavra

Além disto, fui a uma exposição de desenhos muito bons no Chá da Barra da Vila (Palácio do Egipto, Oeiras) e assisti a um mini concerto de piano a acompanhar o evento. E ainda tive uma aula sobre rabiscos na Gulbenkian – podia ter estado lá todo o fim-de-semana a assistir a palestras girissimas do projecto Descobrir.

Sabem quanto custou tudo isto? Cinco um euros no bilhete do Museu Nacional de História Natural e do Museu de Ciência (acho que um dia não chegaria para ver tudo) mais os chás/cafés, os lanches e o combustível. Aos Domingos as exposições da Gulbenkian não se pagam, aliás como acontece em muitos museus portugueses.

Habitando em Lisboa e arredores, a desculpa que é caro não serve para não nos embriagarmos em cultura. Só não recomendo que se aventurem como eu fiz por entre ventos de 60 km/h e mega chuvada. Só fui, porque tinha eventos marcados nos dois dias. De outra forma não teria obviamente saído do sofá.

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© LápisLavra

O melhor de tudo foi uma feliz coincidência. Saibam que este país é um TO minúsculo e sem varanda. Estamos sempre inesperadamente a dar de caras com as nossas pessoas, ou elas a encontrarem-nos – já se sabe que ando sempre com os pés a voar e a cabeça no ar …).

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