Há palavras lindas: Boiça

ou Bouça…

1. regionalismo terreno delimitado em que se criam pinheiros, eucaliptos, carvalhos e mato
2. regionalismo terreno inculto

… O que será um terreno inculto…?

inculto
adjetivo
inculto
adjetivo
1. não cultivado; bravio
2. árido; agreste
3. que não domina códigos e conhecimentos livrescos ou intelectuais; que não tem instrução
4. rude
5. sem enfeites; desataviado
(Do latim incultu-, «idem»)

Clarice Lispector numa exposição de palavras

… Embriaguei-me na voz, no som das palavras: “Sou tímida e ousada ao mesmo tempo…”.

Comprei o Jornal de Letras que a tem na capa: a Clarice.

Há muito muito tempo que não lia o JL… Fez-me lembrar os bons tempos do Mil Folhas no Público: nos textos que evitam as pedantices da escrita…

Se não tivesse com tanta curiosidade tinha mandado o jornal dar uma curvinha… Sinceramente… qual é o gozo de escrever difícil num jornal? É fazer-nos perder tempo? É que num jornal estar a voltar para trás várias vezes não é muito confortável… nem o objectivo, certo? Os senhores da Edimpresa têm com  certeza um fetiche em manter esta pérola viva. Felizmente!

A não perder o texto da Nélida Piñon.

 

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Clarice Lispector – A hora da Estrela – Fundação Calouste Gulbenkian
© LápisLavra

Mais fotos no Álbum Num Piscar d’Olhos

dO Lugar de todas as cores, de todas as conversas, de todos os silêncios

Vamos para esse teu “lugar azul” e conversar tanto, tanto, tanto, que a voz só não nos vai doer, porque nos podemos empanturrar de chá branco e de torradas com marmelada e lemon curd, ou de queques ;-)

Esse lugar dará lugar a todas as cores, porque os sorrisos e os abraços são coloridos. Podemos rebular de dunas altíssimas ou balançar em ramos de árvores numa floresta verde, cheia de raios de sol por entre as folhas.

Ou podemos ficar no teu “lugar azul”, em silêncio a desenhar palavras no ar.

Um dia talvez te visite montada numa vespa amarela, vestida das minhas maluquices, para nos (re)vestirmos das nossas lócuras e nos reinventarmos em poemas de amizade-amor e de mar.

P.S. Gosto mais de pensar no inicio(-de-ano):
recheado de gigantes Abraços e beijocas doces!

vou espreguiçar-me destes medos

“vou espreguiçar-me destes medos
vou polir a âncora do meu desassossego
e remar com as forças da incerteza do caminho,
mas com a calma de quem sabe onde quer chegar”

P.S. Até agora de um desconhecido
(afinal é da Ana Ventura!)

P.S. Como é que sabias o que me estava a acontecer?

Colecção de Abraços laborais

É o que dá partilhar espaços de trabalho com amigos de há quase 20 anos

=)

Literalmente “Palavras no Estendal”

P.S. Eu não estava a comer pecados calóricos,
tá?
:-P

As caveirinhas fofinhas são do Firefly,
que  é dos Abraços há menos tempo,
mas também ele é um jovem  ;-)

Do dicionário da Belgilândia

Elas – não Belgilândicas – decidiram inventar nova terminologia.

Ninguém costuma explicar que é heterosexual, mas elas agora descobriram que precisam de dizer: “nós do planeta mundial”… inventaram isto… É um sinal muito interessante dos tempos… do meu Tempo. O “planeta mundial” delas, claro, é o complemento não belgilândico do universo ;-)

Dos sonhos, do livre arbítrio, do dia que Escolhi e tal…

e de mais de contas com a Vida.

Daqui a umas semanas, dependendo da produtividade do teclar e da (des)inspiração, este blogue atingirá os 2000 posts… e parecendo impossível… ando há quase 10 anos a lavrar lápis em folhas de papel da era digital, desde aquela noite quente Madrilena do fatídico ano de 2002…

Nessa altura não imaginava que quase todos os meus sonhos mais importantes se realizariam na década seguinte – e sonhos que nem sabia que sonhava. Foi como se tivesse vivido várias vidas… mais ou menos bem demarcadas por eventos bem definidos.

A maior parte desses momentos não tiveram  nada a ver com o meu livre arbítrio. É como se tudo tivesse tido um Tempo certo para acontecer.

Mas houve um dia que Escolhi.

O 3 de Janeiro de 2010 ficar-me-á como o Adeus mais convicto e sorridente que possivelmente alguma vez me aconteceu ou acontecerá. Despedi-me ali para sempre da clausura dentro de mim. E fui eu que  escolhi e vivi aquela decisão consciente  do que me ia acontecer e com uma intensidade esgotante durante o ano anterior. Talvez tenha sido A Decisão e só lamento não a ter tomado 10 anos antes.

Às vezes penso como teria vivido, mas como a imaginação me falta deixa de ser relevante.

No despertar não foi o momento mais bonito – demorei nove meses a reencontrar o equilíbrio – mas aquele dia abriu um caminho irreversível para tudo em que me tornei. Até aconteceu o impensável: libertei os caracóis – deixo-os estar na Liberdade de Ser que desejo tanto para Respirar, Sonhar, Viver. Fui eu que o Decidi. Só eu.

D’ “O Belo”

O Alfaiate Lisboeta descreve-o tão bem:

O belo pode ser encontrado no momento final em que acabamos de lavar o nosso carro, fazemos a cama, arrumamos a porcaria do quarto ou preparamos a mesa para receber os nossos convidados. Podemos encontrá-lo num beijo, num abraço ou até num qualquer tom de voz melodioso que nos parece afagar a pele.

[…]

Mas podemos senti-lo também, como ocorreu comigo, no momento em que nos cruzamos com alguém e sentimos que há algo de maior naquela visão.

P.S. Aquelas miúdas de vestidos e saias compridas,
tão Belas e Estéticas,
pousadas levemente nas suas bicicletas de charme
em Itália…
nem sei como não fui atropelada por lá… ;-)