Clarice Lispector numa exposição de palavras

… Embriaguei-me na voz, no som das palavras: “Sou tímida e ousada ao mesmo tempo…”.

Comprei o Jornal de Letras que a tem na capa: a Clarice.

Há muito muito tempo que não lia o JL… Fez-me lembrar os bons tempos do Mil Folhas no Público: nos textos que evitam as pedantices da escrita…

Se não tivesse com tanta curiosidade tinha mandado o jornal dar uma curvinha… Sinceramente… qual é o gozo de escrever difícil num jornal? É fazer-nos perder tempo? É que num jornal estar a voltar para trás várias vezes não é muito confortável… nem o objectivo, certo? Os senhores da Edimpresa têm com  certeza um fetiche em manter esta pérola viva. Felizmente!

A não perder o texto da Nélida Piñon.

 

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Clarice Lispector – A hora da Estrela – Fundação Calouste Gulbenkian
© LápisLavra

Mais fotos no Álbum Num Piscar d’Olhos

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E o peixe não foi atropelado no alcatrão!

 

Num instantinho “fugimos” … lá íamos vagarosamente pela marginal fora, encantadas e a agradecer mais um momento abraçado pelo mar e heis que “saltam” três peixes da água puxados por uma cana de pesca.

O maior dos peixes estatelou-se no alcatrão e não foi atropelado…

Foi por pouco que não entrou pela janela e se “deitou” ao meu colo… A Su, espirituosa como de costume, depois da quase mega-travagem que “salvou” a pesca dos três doidos à beira da estrada, parou o carro, sorrimos, aplaudi o momento e a Su declarou que se o peixe tivesse “voado” para dentro do carro era dela.

Eles sorriram-nos muito e continuámos por ali fora a sonhar com o peixe assado no forno com batatinhas… A Su diz que era um sargo… eu digo que não não me vou esquecer tão depressa do peixe aos pulos no alcatrão…

Ainda não completamente refeitas demos com Pensamentos +++

Ja sorriu hoje

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas que grande ressaca de Roma

Uma amiga que se inspirou no filme “Comer, Orar, Amar” foi há uns tempos para Roma com a ideia da recuperação do coração partido da Júlia Roberts.

Respondeu-me assim, quando lhe escrevi sobre o meu estado ressacado:

“Mas não sossega o coração. Roma desassossega-nos. Na monumentalidade das coisas, na história, no peso daquilo tudo, e até no trânsito. […] Em Roma, pensei muito naquilo que nos faz felizes. Naquilo que o ser humano faz para fugir à insatisfação e sede existencial. Até no Vaticano pensei nisso. Se calhar, sobretudo lá. Em Roma é muito visível aquilo que fazemos (em vão) para nos transcendermos. Ficam as pedras.”

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Praia do Guincho

Às vezes as pessoas de ressaca fazem disparates e traquinices, porque se sentem desesperados, certo? Então, larguei tudo no primeiro dia da Primavera e como que numa ode ao renascer típico da época, deixei-me embriagar de limpezas e arrumações, de abraços e partilhas… E de decisões: Berlim.

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Casa das Histórias

A”Viajante”, não é? Está bem. Viajo à procura de mim e viajo sobretudo cá dentro. As minhas Viagens a sério são sempre espirituais. Lembram-se da ressaca da viagem por Itália o ano passado? Essa viagem teve muito pouco de espiritual. Foi uma das viagens mais importantes da minha vida: Aprendi que não quero viajar assim: o excesso foi tal que não deu espaço para respirar os lugares as gentes… não deu espaço para respirar.

© LápisLavra

Lisboa ao Sol vista de uma esplanada “priviligiada” e onde um café não custa 6,00 euros… © LápisLavra

De regresso, e no despertar desta ressaca, percebo cada vez melhor como Amo Viver Lisboa, como a nenhum outro lugar. E como sou apaixonada por quase todas as memórias de Barcelona, de Granada e de Liverpool. Essas quatro cidades são para as pessoas desfrutarem delas.

Roma é para os turistas se deslumbrarem e se iludirem… É coerente com esta sociedade à qual sinto que me “despertenço”. É a mesma sociedade que se anestesia com o imediato, o famoso, o fútil, o grandioso e não se apercebe que o maravilhoso habita ao lado… e não o Abraça.

P.S. Apeteceu-me abraçá-lo antes de se declarar publicamente:
she ‘s very interesting person ,
very quiet and with good manners .
draw very well and walk for all the city all day long ,
very happy to meet her
P.S. Não se despediu… Esperei uns minutos.
Escrevi-lhe um papelinho para me certificar
que ele percebia como gostei de o conhecer.
Afinal também se sente “despertenço” desta sociedade.
Pousei as chaves na mesa da entrada
e saí ao Sol da Primavera,
talvez renascida.
Um dia vou perceber.
Também não gosto de despedidas…

“Da Viajante”: Às contas com Roma, Lisboa e a Europa que já conheço…

Nas últimas semanas, tenho sido apelidada de Rita, a viajante… Não me parece…  Não gosto disso. Não gosto de apelidos… Por muito que não vos pareça, sou muito muito caseira. Perguntem lá a quem me conhece há mais de 15 anos se não sou bicho do mato… até demais… Ou era…  ;-)

Pronto, pronto, sou e ambiciono ser uma Viajante dentro de “Casa”. Quanto mais viajo além fronteiras mais lhe sinto a falta, mais me sinto maravilhada e sortuda por habitar e desfrutar deste distrito deslumbrante, que tem Tejo, mar Atlântico, praias, montanhas, verde, tanto verde, história tanta história, estética humana e natural, e estórias por todos os lados. E que me parece que os Portugueses não aproveitam como podiam e, arrisco dizê-lo: deveriam.

Palmilhei Roma a pé, foram mais de 30 km para trás e para a frente, durante quatro dias… Não estou desiludida. Não estou. Mas soube a pouco por diferentes motivos. Muito ficou por ver. Não entrei dentro dos monumentos e não fui visitar a cidade debaixo do  chão. A minha prioridade era andar de cabelos ao vento e caminhar de uma ponta à outra até à exaustão. Consegui em parte… Ainda tenho bolhas nos pés e doem-me muito os gémeos desde a primeira noite, que começou logo com uns 12 km por ali fora.  Noite salva pelo o encontro inesperado e emocionado com a Fontana de Trevi. Aquela luz e a aquela água a correr são… dos “deuses” humanos cheios de fé e capazes de criar e construir edificações assim… Só senti emoção parecida ao sair do metro e dar de caras com a Sagrada Família, em Barcelona.

Lisboa não tem algo muito importante que Roma tem por demais: não tem colunas, nem estátuas, nem edifícios ENORMES, em quantidades tais que até enjoa, para não não dizer que até enoja. E não fui ao Vaticano, senhor@s!! Cumpri a promessa a mim própria e nem precisei do incentivo da realização do conclave para não ir. Se tivesse ido, então a ideia que teria de Roma seria ainda mais… deprimente. Os contrastes entre a forma como vivem e viveram os povos desde há mais de dois mil anos e a ostentação dos “representantes” desses povos é arrepiante. Como pode o Vaticano, como podem elEs viver assim…? Sim, estava lá no dia em que o novo Papa foi eleito…

Lisboa tem condutores, que conduzem depressa e descuidadamente, mas a maioria respeita as passadeiras e os sinais verdes para os peões. O mesmo não se pode dizer dos Romanos. Caminhar em Roma é um seríssimo risco para Vida… Isso é o pior de Roma. E  dá mesmo cabo do ânimo de qualquer turista caminhante entusiasmado.

Aproveitando as tais “honrarias” do meu novo apelido  – não ausentes de inveja  – declaro primeiro que a inveja é muito feia e demonstra bem a personalidade triste e enfadonha de quem a emana pelos poros do corpo. E declaro também que estou farta de dizer “olhem desculpem lá qualquer coisinha, mas não gostei muito…”. Chega disso!

E invejam o quê? As viagens de avião que deixam sequelas no meu corpo, possivelmente bem mais sérias do que eu quero sequer pensar… ? Invejam ir e vir em curtos espaços de tempo, que dão somente para conhecer os aeroportos, as estações de comboio, os “halls” de hotel e sobretudo os quartos e as salas de reuniões? Vejam lá, é preciso ter cuidado com o que se inveja. É como com os desejos, é preciso ter cuidado com o que se quer, não vá eles – os desejos – virarem-se contra nós. Alguém quer ir a Bruxelas por mim? Vejam lá se querem, digam. É que a próxima vez deve estar para breve. Do pouco que tive oportunidade de visitar da última vez [finalmente!]  Bruxelas é suja e, no geral, feia e pior, é triste… Parece-me o espelho do estado da União Europeia.

Quanto mais viajo mais sinto que  Não Há Cidade como Lisboa. Quanto mais conheço da Europa, maior é a minha paixão pela capital Portuguesa. Quando mais conheço da Europa mais amo esta luz maravilhosa que me entra pela alma e me aquece o corpo.

Quando encontrar uma capital mais bonita, arrumada, histórica, “estórica”, afável, azul do céu, azul do rio e do mar, sorridente, simpática, luminosa, charmosa, aviso as hostes. Apesar de não ser perfeita, tem qualidades inigualáveis. Até lá, deixem cá ver os argumentos que quiserem, porque eu adoro contra-argumentar.

Habitantes de Lisboa, deixem-se de tretas, tirem mas é os rabos dos vossos sofás e vão para a rua, porque se adivinham maravilhosos dias de Sol Primaveril e com eles a Luz e os Contrastes lá fora e muitos, muitos eventos a custo zero a acontecerem em volta, dentro e fora de casa. É só procurar!

Tão a propósito de uma conversa de hoje de manhã: Então e quando existe uma “Arte” de ignorar a Paixão nos outros, as Emoções, o Amor, os Abraços, a Dedicação?

Ignorar é a mais poderosa agulha num coração apaixonado (estupidamente, assim se pode deduzir…)

P.S. Não te apoquentes, o carta seguiu…

Eu sei que sim… o Amor acontece via Internet

e as Amizades também e não me envergonho nada de o confessar… Podia ter escrito este post há tanto tempo… Devia? Não sei…

No outro dia – curiosamente no dia em que o Fórum da Rede Ex-Aequo comemorou uns abençoados 11 anos de existência –  num debate público sobre um filme, uma jovem fez um comentário discriminatório em relação aos contactos e encontros que acontecem via Internet.

Ouvi-a calada e assim me mantive, silenciada pela minha tremenda timidez e inibida por estarem ali presentes várias pessoas que me conhecem. Talvez se não estivessem, tivesse pulado para fora de mim e dado o meu testemunho. Como me parece ser bom hábito nas reuniões da Rede Ex-Aequo – essa é a minha experiência – quando alguém tem um comportamento discriminatório em relação a qualquer assunto os moderadores intervêm de forma a pôr @ “discriminad@r” a reflectir sobre a sua atitude.

Calei-me, mas fiquei com a mente aos pulos, desejosa de partilhar da minha experiência. As namoradas que tive: conheci-as através da Internet.

Sonho com o dia perfeito – que não vai acontecer porque não há dias perfeitos – com o dia em que vou conhecer a mulher da minha vida no local perfeito: n@ florist@. Há aqui um óbvio problema de probabilidades… quase não vou a florist@s…

Primeiro, tive um pseudo-namorado que conheci, porque era amigo do meu irmão.

Depois, quando me enfrentei, ganhei coragem e meti conversa com uma miúda no grupo de discussão do Clube Safo. Depois de muitas “cartas” electrónicas para trás e para a frente, lá nos convencemos ao primeiro encontro num sitio público como convém. Essa miúda foi minha companheira durante vários anos. O meu relacionamento amoroso com ela mantém-se – e acredito que se manterá – como uma referência até ao meu último sopro.

As outras namoradas que tive conheci-as num famoso site internacional, ao qual adjectivo como aquele local desabraçado. Digo isto, mas não sem alguma ternura. É que foi lá que as conheci e também outras pessoas, e a outras pessoas através delas, que ainda se mantêm na minha vida. Não são muitas, mas vão ficando cá dentro.

Estes sites de (des)encontros, são como a vida: é preciso ter alguma sorte e uma grande dose de bom senso.

Já me aconteceram cenas estranhissimas – eu não disse aterrorizadoras, ok? Foram estranhas… há pessoas para todos os gostos em todo o lado, não é…? É tal e qual como na vida.

Também já me aconteceram cenas inesquecíveis,  como naquele primeiro encontro estarmos já há três horas na bela converseta (e eu que falo tão pouco… imagine-se…)  até ao momento em que nos lembrámos que o Xico-cão estava ao “abandono” no carro… Passadas umas semanas essa miúda tão fixe dos All Star Amarelos, no mesmo sítio desabraçado, conheceu outra miúda também muito fixe. Estão juntas há mais de dois anos. E que bem que elas ficam!

Há algum tempo que ando na troca de e-mails com uma miúda que vive noutro país. Somos pen pals, como fazia tanta gente na adolescência, mas em versão online. A casa do coração dela fica a uns três quilómetros da minha… acreditam? Já escrevemos tantos e-mails e tão longos que podíamos publicar um livro com largas centenas de páginas. As duas concordamos que @ florist@ seria o local perfeito para conhecermos as mulheres das nossas vidas, mas que as probabilidades são mais elevadas através da Internet ou de amig@s, ou no trabalho, ou noutro local qualquer.

A minha prima do coração conheceu o companheiro na Internet há uns sete ou oito anos ou se calhar já há mais. Ainda não há muito tempo me confessou que ele é o Homem da vida dela. Gosto de lhes cuscar os olhares íntimos. Adoro testemunhar pessoas apaixonadas e cúmplices.

A última namorada que tive e que também conheci no dito sitio: na primeira vez que falámos ao telefone foi coisa “só” para cinco horas sabe-se lá a falar de quê…  há conversas que são como as cerejas (e eu que falo tão pouco… imagine-se…). É mesmo coisa de miúdas ;-) Mas olha puff desvaneceu-se, por vários motivos, entre eles o que ele transcreve tão bem ali no MomentosTemos mesmo de ter cuidado, porque pode haver o risco de nos apaixonarmos pelo ecrã do computador. Eu estive apaixonada (issima… ou assim), mas houve umas grandes (des)ilusões do ecrã para a vida real.

E agora estou apaixonada? Não sei… pelo ecrã do computador? Não sei… Não… Ela tem um sorriso lindo e genuíno. Ela ensina-me tantas coisas. Adora cor-de-laranja. É viciada em leituras. Tem o cabelo a ficar cinzento como eu tanto gosto. Tem um coração que anseia por ser mais inteligente. Ela cheira tão bem. Ela não vive em Roma como a minha pen pal, mas vive longe… E eu pergunto-me como é possível gostar tanto de alguém com quem estive uma única vez recheada de sorrisos e de água e de praia por todos os lados. Mas sinto estas estranhas saudades de um tempo nosso que nunca existiu.

Não acredito no Amor à distância quando não se construiu previamente uma relação amorosa sólida…

P.S: Considero os 11 anos do Fórum da Rede Ex-Aequo
como “abençoados”,
porque por entre outros importantes motivos,
tenho uma grande convicção de que a reviravolta
da história LGBT em Portugal
se iniciou quando as mentes daqueles jovens fundadores
tiveram aquela ideia iluminada.

Às vezes o Silêncio entranha-se tanto

 

que mesmo numa exposição dolorosamente ruidosa a ausência de som apodera-se de nós e o ruído dá lugar apenas a todas as memórias de um objecto, como que tendo um deslumbrante poder de apagar todos os gritos.

Se gosto da exposição? NÃO!

Mas estou a adorar a experiência de me apropriar assim dos cenários e criar nele o meu próprio espaço de Silêncio.

Não O tenho elogiado tanto como preciso.

 

P.S. Hoje é um bom dia para O namorar.

 

 

à Lareira

Gosto de pessoas que habitam à lareira e que sorriem.
Sinto saudades quando estás longe e tu estás sempre longe.
Estás cada vez mais longe.
Gosto-te do sorriso genuino e da generosidade.
Tenho saudades tuas e de um tempo nosso que nunca existiu.

Da próxima vez talvez te Abrace.

Não me deixes partir…

Do objectivo de não cumprir O Objectivo que afinal é para cumprir

Ando há várias semanas a remoer isto, a remoer, a remoer, a pensar na forma de me escapar a mim própria… Quero fazer tudo menos isto… Tenho a mente recheada de objectivos. Não ter este  era por si só um dos objectivo…

Uma e outra vez, como que disfarçadamente a insistir, ela enviou-me os documentos para ir à faculdade entregá-los. “Chatou”, até telefonou… Quase que lhe perguntei se já agora ela também não quereria escrever o resumo e a bibliografia… ou a tese…

Arrastei-me até às últimas horas.

Sentei-me à frente dele: simpático. Cabisbaixa passei-lhe o papel assinado: estou tão contrariada… estou mesmo. Sorriu-me. Perguntou se eu tinha uma pen drive. Sem que lhe pedisse copiou lá para dentro os documentos académicos que tenho de entregar para me cumprir. Sorriu-me outra vez: não se esqueça que precisa de orientadores… Eu sorri e pensei: sim, eu sei, elas já perceberam que nem vale a pena perguntar nada sobre o assunto…

Parece que toda a gente está empenhada em que me cumpra nisto… Ninguém quer ler os papers e contar-me o que lá dizem, discuti-los comigo? E já agora… e levarem-me ao colo até à discussão, não?

Se até os desconhecidos querem que eu seja mestra, não posso mais escapar… Mas vou cumprir os restantes objectivos muito específicos que só dependem de mim. Senão enlouqueço…

Sabem o que é? Não pertenço ali. Não pertenço mais ali. Talvez deva pensar seriamente em tornar-me Bióloga mesmo de verdade, daquelas que passa o dia agarradinha à bancada a conversar com os tubos de ensaio e com os statisticas da vida, a tagarelar com as médias, os desvios-padrão, as t-student, os quis-quadrado, as hipóteses nulas… ou talvez não… esta coisa da bioinformática é aterradora.

P.S. Apetece-me chorar e não consigo.
Eu tinha como objectivo não cumprir este objectivo.
Agora já não tenho.
Que venha um rio de lágrimas
para eu começar isto de uma vez…

Ia eu a meio deste post quando a minha orientadora me disse que não tenho lugar
no curso de experimentação animal que me dava jeito ir fazer
para aprender mais sobre a realidade.
Não sou considerada prioritária e há uma lista de espera infindável.

Escrevi-lhe dizendo que me sentia imensamente grata a DeusA
por não terem lugar para mim.
DeusA sabe que eu teria um chilique seguido de dois fanicos à primeira “facada”…
Em breve descobrirei das minhas resistências estomacais quando ela me passar a teoria.

A parte de ser bióloga a sério com experiências em bichos está portanto,
completamente posta de parte…
Sendo que é para ter um relacionamento próximo com a bancada,
sobram-me as plantas, os fungos e os micróbios… 

Diz-me com ares de “criança grande”…

Tenho tanto de miúda  ingénua [sim, às vezes ainda ingénua… ], como de mulher graúda  envelhecida com o peso das agruras da vida.

Tenho tanto de disparates risonhos, sorrisos e gargalhadas soltas, como de nuvens negras, curiscos no olhar e  lágrimas  silenciosas dolorosas em cascata. 

É que por muita “paulada” da vida não há nada, nem ninguém que me roube a intima capacidade de de me deslumbrar e de me emocionar.

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Estive três dias angustiada… o Reaparecimento Desaparecido

Estive três dias assim, naquele estado inexplicável, mal disposta, a rezingar com os barulhos que me ensurdeciam, sem ensurdecerem os outros. Mas que falta de paciência… Não percebia bem aquilo. Arranjei-lhe justificações, mas não explicavam o espelho da minha alma transbordante de lágrimas.

Andavas a pensar no assunto, não foi? Eu sei que foi. Andasvas a pensar e a remoer sobre o assunto.  Doeu-te a decisão? Deve ter doído, porque me bateu forte cá dentro. Apanhar-me-ia mesmo que estivesses nos antípodas do mundo.

Não sabia o que era aquilo. Agora já sei. Às vezes sinto uma enorme e inexplicável angústia durante algum tempo: está para acontecer algo… doloroso. A biologia e o conhecimento deixam-me tudo a desejar nestes momentos sem explicação. Nós “lemos” os pensamentos das nossas pessoas. Um dia vai-se explicar isso cientificamente com todos os argumentos possíveis e imaginários e provavelmente muito aborrecidos também.

Foi um reaparecimento após 16 meses de dilacerante silêncio em alguns momentos. Este reaparecimento é fugaz. Não permito que seja de outra maneira. Não perco mais tempo com pessoas que não me tratam bem, que me desrespeitam.

Para usar as tuas próprias palavras: Fizeste-me um favor. Agora só tenho de resolver isto com a maior urgência, limpar muito bem os pés e a alma e apanhar boleia da primeira nuvem para voar mais leve. Guardarei de ti o melhor que nos partilhámos. Adeus.

 

 

Estou proibida de fazer croché…

Conversa após jantar dos Abraços com pesca de camarões [segundo fonte segura pescados à “paulada” e com cavadelas na horta para saladinhas de pacotinhos, cogumelos e alho francês fresquinhos da câmara frigorífico, tudo do sitio do costume…] e após mostra de novelos de lãs variadas e pouco coloridas e das respectivas agulhas “gigantes” para fazer lacinhos de pontos larguinhos de liga intercalados com pontos de meia para os cachecóis não encaracolarem. Gosto de fazer cachecóis, mas só isso. Mais do que isso já é pensar demais e eu tenho coisas muito mais giras para pensar :)

Eu – Que jantar divinal!Estava tudo óptimo!

Tia Su – Tão abraçado. Que bom!

Eu – Muito!

Tia Su – Rita, fazer croché não é nada bélgico!!!! Não, não te deixo fazer croché! Estás proibida!

Eu – Eu não quero fazer croché pelo amor da Deusa…

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Made in Portugal by Tia Su

P.S. A Su anda entretida a brincar
à matemática e à geometria é claro!

P.S.2 – Eu não vou fazer croché,
mas não seria por isso que não continuaria a ser
completamente belgilândica! =))

Como adoro conhecer

 

pessoas “normais” =)

Como adoro pessoas que sorriem genuinamente e muito!

Como adoro conhecer pessoas não “anormais”.

Estou farta de esquisitices! Tão farta…

Adoro pessoas que me fazem “miracolosamente” tagarelar à primeira.

Como adoro!