Para Roma: confesso-me um pouco nervosa…

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© LápisLavra

Estou com cãibras na barriga…

Até já me passou pela cabeça várias vezes a grande questão minúscula:
porque é que me meti nisto?

Itália aguarda por mim.
Não vou ter com ninguém.
Ninguém vai ter comigo.
Quis ir reencontrar-me comigo e Vou.

Quis provocar-me.
Quero saber do que sou capaz…
Quero ser só eu,
quero meditar,
quero estar quieta,
literalmente parada a Ver.

Cinco dias de introspecção para reaprender quem Sou.

Cinco dias na Cidade Eterna só eu, a máquina fotográfica, os pincéis…

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Ciao!

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Adoro pés e coisas a voar… menos eu…

Amanhã vou voar outra vez  para a capital da Belgilândia
em nome da nação.

Quando tiver um momento só para mim e para lavar a alma,
que vai ficar tão recheada de coisas  e ditos altamente descartáveis,
vou ver este filminho de livros voadores
que a Impressão Anónima recomendou.

Às vezes o Silêncio entranha-se tanto

 

que mesmo numa exposição dolorosamente ruidosa a ausência de som apodera-se de nós e o ruído dá lugar apenas a todas as memórias de um objecto, como que tendo um deslumbrante poder de apagar todos os gritos.

Se gosto da exposição? NÃO!

Mas estou a adorar a experiência de me apropriar assim dos cenários e criar nele o meu próprio espaço de Silêncio.

Não O tenho elogiado tanto como preciso.

 

P.S. Hoje é um bom dia para O namorar.

 

 

Mais de me encontrarem por aí…

Sabem aquilo do T0 minúsculo e sem varanda?

 

Pois, este fim-de-semana mais uma vez estava muito sossegadinha num café lisboeta, metida comigo a rabiscar no meu caderninho de folhas azuis e sinto um toque no ombro.

Eu em pensamentos: encontraram-me outra vez…
Sorri. Olhei para cima…

Ela declarou-me: estava com medo de fazer figura de parva, mas pareceu-me mesmo que eras tu.
E sorriu-me muito.

Eu acho que as pessoas adoram apanhar outras por aí, principalmente quando estão nas coisas dos rabiscos.

E sorrimos muito. 

P.S: Não sei quanto tempo ela terá ficado a apreciar-me…
Eu gosto de ficar a olhar para as pessoas nos rabiscos ou a ler.
Gosto de ver as pessoas a ler no comboio.
Na praia também.

Várias exposições em dois dias e mais umas coisitas…

Depois de quase uma semana “alucinada” de cama, passei um fim-de-semana “cá dentro” embriagada da cultura de Lisboa.

Foi todo um turismo e nem a intempérie me derrubou, como fez com árvores e arbustos pela capital fora.

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© LápisLavra

Vi cinco exposições completamente diferentes, ou melhor, sete se pensar os espaços expositivos num sentido vasto e muito vivo. O “Laboratorio Chimico” [onde tive aulas práticas de química há 18 hanos e que agora é um museu!], a “Selos da Natureza” de Pedro Salgado – e as histórias de cada série de selos, com visita guiada pelo autor por mais de duas horas -,  “As idades do Mar”, o “Chá para Alice”, a “Instamatic” e quase todos os pisos do edificio I da Lx Factory – que é um monumento há criatividade – e finalmente, a livraria Ler Devagar, outra exposição viva a não perder. Foi considerada uma das 20 mais belas livrarias do planeta em 2012.

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© LápisLavra

Além disto, fui a uma exposição de desenhos muito bons no Chá da Barra da Vila (Palácio do Egipto, Oeiras) e assisti a um mini concerto de piano a acompanhar o evento. E ainda tive uma aula sobre rabiscos na Gulbenkian – podia ter estado lá todo o fim-de-semana a assistir a palestras girissimas do projecto Descobrir.

Sabem quanto custou tudo isto? Cinco um euros no bilhete do Museu Nacional de História Natural e do Museu de Ciência (acho que um dia não chegaria para ver tudo) mais os chás/cafés, os lanches e o combustível. Aos Domingos as exposições da Gulbenkian não se pagam, aliás como acontece em muitos museus portugueses.

Habitando em Lisboa e arredores, a desculpa que é caro não serve para não nos embriagarmos em cultura. Só não recomendo que se aventurem como eu fiz por entre ventos de 60 km/h e mega chuvada. Só fui, porque tinha eventos marcados nos dois dias. De outra forma não teria obviamente saído do sofá.

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© LápisLavra

O melhor de tudo foi uma feliz coincidência. Saibam que este país é um TO minúsculo e sem varanda. Estamos sempre inesperadamente a dar de caras com as nossas pessoas, ou elas a encontrarem-nos – já se sabe que ando sempre com os pés a voar e a cabeça no ar …).

Mais fotos em ESTENDAIS SEM PALAVRAS

A Roma e o Sax

Mas será que alguém levou mesmo mesmo a sério que o propósito da minha viagem a Roma é encontrar a minha alma gémea? Ninguém se terá por acaso lembrado que a Cidade Eterna é um colosso de História, monumentos, museus, um extraordinário local para uma pessoa se embriagar de cultura?

Já não posso brincar com as palavras, comigo e com o facto de ter formação científica, ter-me preparado durante anos para fazer investigação a sério através de todas metodologias implicitas na actividade da mesma (apesar de nunca a ter praticado), e ao mesmo tempo dar alguma credibilidade à astrologia? E com o facto de ler as previsões da Susan Miller todos os meses? Eu e mais uns quantos cientistas que eu conheço.  Já agora confesso que fui a uma consulta da Rita Dias e achei extraordinário. A Rita é uma pessoa que tem um dom para falar com as pessoas. Cria uma empatia incrível. Ela não é psicóloga, mas se calhar podia ser melhor que muitos psicólogos que para aí há que provocam mais estragos do que o inverso. Se calhar também seria interessante pesquisarem sobre a área em que a Rita é formada. Surpreendam-se!

A Miller diz que os geminianos se calhar deviam por os pés ao caminho e andar no laréu todo o ano para terras longinquas e que se calhar essa é a melhor forma de dar com uma alma gémea. Ora, eu comecei a pensar que Roma está a aparecer na minha vida de muitos lados diferentes em pouco tempo e que já é coincidência a mais! Juntei 1+1+1+1+1+1

Vai daí, senti um estranho chamamento e num impulso comprei um bilhete barato. Vou ser mais clara: decidi ir a Roma, sozinha, com o objectivo de ir pintar!! Se nos entretantos, arranjar companhia esse objectivo muda. Seria a forma de tomar História e Arte até cair para o lado de cansaço.

Por firmes decisões, era muito giro e util aprender a tocar Saxofone. Ah pois era. Mas faz uma barulheira e o meu bairro gosta muito de sossego. Quando inventarem um sax ou um clarinete electrónico a sério, talvez volte às aulas. É que eu adorei a experiência.

dO Lugar de todas as cores, de todas as conversas, de todos os silêncios

Vamos para esse teu “lugar azul” e conversar tanto, tanto, tanto, que a voz só não nos vai doer, porque nos podemos empanturrar de chá branco e de torradas com marmelada e lemon curd, ou de queques ;-)

Esse lugar dará lugar a todas as cores, porque os sorrisos e os abraços são coloridos. Podemos rebular de dunas altíssimas ou balançar em ramos de árvores numa floresta verde, cheia de raios de sol por entre as folhas.

Ou podemos ficar no teu “lugar azul”, em silêncio a desenhar palavras no ar.

Um dia talvez te visite montada numa vespa amarela, vestida das minhas maluquices, para nos (re)vestirmos das nossas lócuras e nos reinventarmos em poemas de amizade-amor e de mar.

P.S. Gosto mais de pensar no inicio(-de-ano):
recheado de gigantes Abraços e beijocas doces!

Cenas de uma vida “geminiana”

É o exemplo de uma cena que poderia acontecer com toda a certeza
na minha vida alucinadamente “geminiana”…

Isto é muito bom, é mesmo bom.

O melhor remédio destas cenas é mesmo brincar com elas.

Não sei se a Sara Dias é geminiana.
Eu sou e cenas destas são típicas na minha vida distraída
e um pouco louca.

 

No ar… rabiscar a Vida em notas e claves de sol

Dibujo En El Aire

Ya no quiero vivir con los temores
que prefiero entregarme a la ilusión
y lo que creo, defenderlo con firmeza,
sin historias que me abulten el colchón

Y si un día me siento transformado
y decido reorientar la dirección,
tomare un nuevo rumbo sin prejuicios
porque en el cambio esta la evolución

Evolucion, en el cambio esta la evolución

Que mi camino se encuentre iluminado
y la negrura no enturbie el corazón
discernimiento al escoger entre los frutos,
decision para subir otro escalón
Vivir el presente hacia el futuro
guardar el pasado en el arcón,
trabajar por el cambio de conciencia,
dibujar en el aire una canción

Una cancion en el aire una canción…

Flying Elegance

Mergulhada em infinitos e insondáveis pensamentos
passo uma montra sem ver…

Algo me faz dar dois passos atrás e ficar a olhar,
absurdamente impressionada com a forma
como os designers conseguem (re)criar tão clean & simple.

Das coincidências…
Tarde dentro comentaram comigo dA Elegância e da Estética
da Sarah Pacini e da  Soul Mood.

Ali ao vivo deliciei-me com uma túnica esvoaçante do Hannes Roether.

E os sapatos na montra do lado?
Uma verdadeira perdição para pés!

O logo da Soul Mood  adjectiva a marca na perfeição.
O melhor da vida  habita no simples.

P.S. Na próxima vida serei designer…