Your are always on my mind

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Mas que grande ressaca de Roma

Uma amiga que se inspirou no filme “Comer, Orar, Amar” foi há uns tempos para Roma com a ideia da recuperação do coração partido da Júlia Roberts.

Respondeu-me assim, quando lhe escrevi sobre o meu estado ressacado:

“Mas não sossega o coração. Roma desassossega-nos. Na monumentalidade das coisas, na história, no peso daquilo tudo, e até no trânsito. […] Em Roma, pensei muito naquilo que nos faz felizes. Naquilo que o ser humano faz para fugir à insatisfação e sede existencial. Até no Vaticano pensei nisso. Se calhar, sobretudo lá. Em Roma é muito visível aquilo que fazemos (em vão) para nos transcendermos. Ficam as pedras.”

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Praia do Guincho

Às vezes as pessoas de ressaca fazem disparates e traquinices, porque se sentem desesperados, certo? Então, larguei tudo no primeiro dia da Primavera e como que numa ode ao renascer típico da época, deixei-me embriagar de limpezas e arrumações, de abraços e partilhas… E de decisões: Berlim.

21Marco2013

Casa das Histórias

A”Viajante”, não é? Está bem. Viajo à procura de mim e viajo sobretudo cá dentro. As minhas Viagens a sério são sempre espirituais. Lembram-se da ressaca da viagem por Itália o ano passado? Essa viagem teve muito pouco de espiritual. Foi uma das viagens mais importantes da minha vida: Aprendi que não quero viajar assim: o excesso foi tal que não deu espaço para respirar os lugares as gentes… não deu espaço para respirar.

© LápisLavra

Lisboa ao Sol vista de uma esplanada “priviligiada” e onde um café não custa 6,00 euros… © LápisLavra

De regresso, e no despertar desta ressaca, percebo cada vez melhor como Amo Viver Lisboa, como a nenhum outro lugar. E como sou apaixonada por quase todas as memórias de Barcelona, de Granada e de Liverpool. Essas quatro cidades são para as pessoas desfrutarem delas.

Roma é para os turistas se deslumbrarem e se iludirem… É coerente com esta sociedade à qual sinto que me “despertenço”. É a mesma sociedade que se anestesia com o imediato, o famoso, o fútil, o grandioso e não se apercebe que o maravilhoso habita ao lado… e não o Abraça.

P.S. Apeteceu-me abraçá-lo antes de se declarar publicamente:
she ‘s very interesting person ,
very quiet and with good manners .
draw very well and walk for all the city all day long ,
very happy to meet her
P.S. Não se despediu… Esperei uns minutos.
Escrevi-lhe um papelinho para me certificar
que ele percebia como gostei de o conhecer.
Afinal também se sente “despertenço” desta sociedade.
Pousei as chaves na mesa da entrada
e saí ao Sol da Primavera,
talvez renascida.
Um dia vou perceber.
Também não gosto de despedidas…

Teatro sobre adopção por casal do mesmo sexo – “Esperando Diana”

Esperando Diana - Dramax

 

 

“Esperando Diana” conjuga o lado divertido de uma boa comédia, com um dos temas mais sensíveis da atualidade que é a adoção de crianças pelos casais do mesmo sexo.

“Esperando Diana”, protagonizada por Alexandra Leite, Nuno Távora, Adriano Carvalho e Diana Nicolau, sob direcção de Celso Cleto, estará em cena de 2 de Março a 14 de Abril, com sessões de quinta a sábado às 21h30 e domingos às 16h00.

Eu sei que sim… o Amor acontece via Internet

e as Amizades também e não me envergonho nada de o confessar… Podia ter escrito este post há tanto tempo… Devia? Não sei…

No outro dia – curiosamente no dia em que o Fórum da Rede Ex-Aequo comemorou uns abençoados 11 anos de existência –  num debate público sobre um filme, uma jovem fez um comentário discriminatório em relação aos contactos e encontros que acontecem via Internet.

Ouvi-a calada e assim me mantive, silenciada pela minha tremenda timidez e inibida por estarem ali presentes várias pessoas que me conhecem. Talvez se não estivessem, tivesse pulado para fora de mim e dado o meu testemunho. Como me parece ser bom hábito nas reuniões da Rede Ex-Aequo – essa é a minha experiência – quando alguém tem um comportamento discriminatório em relação a qualquer assunto os moderadores intervêm de forma a pôr @ “discriminad@r” a reflectir sobre a sua atitude.

Calei-me, mas fiquei com a mente aos pulos, desejosa de partilhar da minha experiência. As namoradas que tive: conheci-as através da Internet.

Sonho com o dia perfeito – que não vai acontecer porque não há dias perfeitos – com o dia em que vou conhecer a mulher da minha vida no local perfeito: n@ florist@. Há aqui um óbvio problema de probabilidades… quase não vou a florist@s…

Primeiro, tive um pseudo-namorado que conheci, porque era amigo do meu irmão.

Depois, quando me enfrentei, ganhei coragem e meti conversa com uma miúda no grupo de discussão do Clube Safo. Depois de muitas “cartas” electrónicas para trás e para a frente, lá nos convencemos ao primeiro encontro num sitio público como convém. Essa miúda foi minha companheira durante vários anos. O meu relacionamento amoroso com ela mantém-se – e acredito que se manterá – como uma referência até ao meu último sopro.

As outras namoradas que tive conheci-as num famoso site internacional, ao qual adjectivo como aquele local desabraçado. Digo isto, mas não sem alguma ternura. É que foi lá que as conheci e também outras pessoas, e a outras pessoas através delas, que ainda se mantêm na minha vida. Não são muitas, mas vão ficando cá dentro.

Estes sites de (des)encontros, são como a vida: é preciso ter alguma sorte e uma grande dose de bom senso.

Já me aconteceram cenas estranhissimas – eu não disse aterrorizadoras, ok? Foram estranhas… há pessoas para todos os gostos em todo o lado, não é…? É tal e qual como na vida.

Também já me aconteceram cenas inesquecíveis,  como naquele primeiro encontro estarmos já há três horas na bela converseta (e eu que falo tão pouco… imagine-se…)  até ao momento em que nos lembrámos que o Xico-cão estava ao “abandono” no carro… Passadas umas semanas essa miúda tão fixe dos All Star Amarelos, no mesmo sítio desabraçado, conheceu outra miúda também muito fixe. Estão juntas há mais de dois anos. E que bem que elas ficam!

Há algum tempo que ando na troca de e-mails com uma miúda que vive noutro país. Somos pen pals, como fazia tanta gente na adolescência, mas em versão online. A casa do coração dela fica a uns três quilómetros da minha… acreditam? Já escrevemos tantos e-mails e tão longos que podíamos publicar um livro com largas centenas de páginas. As duas concordamos que @ florist@ seria o local perfeito para conhecermos as mulheres das nossas vidas, mas que as probabilidades são mais elevadas através da Internet ou de amig@s, ou no trabalho, ou noutro local qualquer.

A minha prima do coração conheceu o companheiro na Internet há uns sete ou oito anos ou se calhar já há mais. Ainda não há muito tempo me confessou que ele é o Homem da vida dela. Gosto de lhes cuscar os olhares íntimos. Adoro testemunhar pessoas apaixonadas e cúmplices.

A última namorada que tive e que também conheci no dito sitio: na primeira vez que falámos ao telefone foi coisa “só” para cinco horas sabe-se lá a falar de quê…  há conversas que são como as cerejas (e eu que falo tão pouco… imagine-se…). É mesmo coisa de miúdas ;-) Mas olha puff desvaneceu-se, por vários motivos, entre eles o que ele transcreve tão bem ali no MomentosTemos mesmo de ter cuidado, porque pode haver o risco de nos apaixonarmos pelo ecrã do computador. Eu estive apaixonada (issima… ou assim), mas houve umas grandes (des)ilusões do ecrã para a vida real.

E agora estou apaixonada? Não sei… pelo ecrã do computador? Não sei… Não… Ela tem um sorriso lindo e genuíno. Ela ensina-me tantas coisas. Adora cor-de-laranja. É viciada em leituras. Tem o cabelo a ficar cinzento como eu tanto gosto. Tem um coração que anseia por ser mais inteligente. Ela cheira tão bem. Ela não vive em Roma como a minha pen pal, mas vive longe… E eu pergunto-me como é possível gostar tanto de alguém com quem estive uma única vez recheada de sorrisos e de água e de praia por todos os lados. Mas sinto estas estranhas saudades de um tempo nosso que nunca existiu.

Não acredito no Amor à distância quando não se construiu previamente uma relação amorosa sólida…

P.S: Considero os 11 anos do Fórum da Rede Ex-Aequo
como “abençoados”,
porque por entre outros importantes motivos,
tenho uma grande convicção de que a reviravolta
da história LGBT em Portugal
se iniciou quando as mentes daqueles jovens fundadores
tiveram aquela ideia iluminada.

à Lareira

Gosto de pessoas que habitam à lareira e que sorriem.
Sinto saudades quando estás longe e tu estás sempre longe.
Estás cada vez mais longe.
Gosto-te do sorriso genuino e da generosidade.
Tenho saudades tuas e de um tempo nosso que nunca existiu.

Da próxima vez talvez te Abrace.

Não me deixes partir…

Mais de me encontrarem por aí…

Sabem aquilo do T0 minúsculo e sem varanda?

 

Pois, este fim-de-semana mais uma vez estava muito sossegadinha num café lisboeta, metida comigo a rabiscar no meu caderninho de folhas azuis e sinto um toque no ombro.

Eu em pensamentos: encontraram-me outra vez…
Sorri. Olhei para cima…

Ela declarou-me: estava com medo de fazer figura de parva, mas pareceu-me mesmo que eras tu.
E sorriu-me muito.

Eu acho que as pessoas adoram apanhar outras por aí, principalmente quando estão nas coisas dos rabiscos.

E sorrimos muito. 

P.S: Não sei quanto tempo ela terá ficado a apreciar-me…
Eu gosto de ficar a olhar para as pessoas nos rabiscos ou a ler.
Gosto de ver as pessoas a ler no comboio.
Na praia também.

Ide povo ide e aprendei mais para seres mais feliz…

Há uns tempos foi publicado um estudo no Expresso sobre a Vida Sexual dos Portugueses que me incomodou tremendamente e deixou triste por vários motivos. Entre eles e logo em primeiro lugar: as pessoas nem sequer o próprio corpo conhecem… ora se não conhecem como é sabem do que é que gostam ou do que deixam de gostar… 

Estou acabadinha de chegar do cinema e vinha a pensar no dito estudo. Dá-me vontade de desatar a gritar por aí: vão, vão ver o “Seis Sessões” e aprendam mais para tornarem as vossas vidas e d@s voss@s companheir@s mais felizes…

outro descobriu que adorava mimos nas orelhas, este nem pensar nisso. As pessoas são todas diferentes…

 

 

 

Sinto-me observada…

 

Ela senta-se à minha frente do outro lado da secretária:

Eu – Diz…

Ela – Estou só a olhar para ti!

Eu – É porque eu sou muito bonita, não é? Eu sou muito fofa!

Ela – Tu és muito fofa!

Ela continua a olhar para mim… e eu para ela pelo canto do olho… desconfiada

Ele – Que é que estás a fazer?

Eu – Disparates [a escrever isto]!

Ele – Não estava a perguntar a ti! Tu passas 90% do teu tempo a fazer disparates…

Ela continua a olhar para mim…

 

Várias exposições em dois dias e mais umas coisitas…

Depois de quase uma semana “alucinada” de cama, passei um fim-de-semana “cá dentro” embriagada da cultura de Lisboa.

Foi todo um turismo e nem a intempérie me derrubou, como fez com árvores e arbustos pela capital fora.

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© LápisLavra

Vi cinco exposições completamente diferentes, ou melhor, sete se pensar os espaços expositivos num sentido vasto e muito vivo. O “Laboratorio Chimico” [onde tive aulas práticas de química há 18 hanos e que agora é um museu!], a “Selos da Natureza” de Pedro Salgado – e as histórias de cada série de selos, com visita guiada pelo autor por mais de duas horas -,  “As idades do Mar”, o “Chá para Alice”, a “Instamatic” e quase todos os pisos do edificio I da Lx Factory – que é um monumento há criatividade – e finalmente, a livraria Ler Devagar, outra exposição viva a não perder. Foi considerada uma das 20 mais belas livrarias do planeta em 2012.

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© LápisLavra

Além disto, fui a uma exposição de desenhos muito bons no Chá da Barra da Vila (Palácio do Egipto, Oeiras) e assisti a um mini concerto de piano a acompanhar o evento. E ainda tive uma aula sobre rabiscos na Gulbenkian – podia ter estado lá todo o fim-de-semana a assistir a palestras girissimas do projecto Descobrir.

Sabem quanto custou tudo isto? Cinco um euros no bilhete do Museu Nacional de História Natural e do Museu de Ciência (acho que um dia não chegaria para ver tudo) mais os chás/cafés, os lanches e o combustível. Aos Domingos as exposições da Gulbenkian não se pagam, aliás como acontece em muitos museus portugueses.

Habitando em Lisboa e arredores, a desculpa que é caro não serve para não nos embriagarmos em cultura. Só não recomendo que se aventurem como eu fiz por entre ventos de 60 km/h e mega chuvada. Só fui, porque tinha eventos marcados nos dois dias. De outra forma não teria obviamente saído do sofá.

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© LápisLavra

O melhor de tudo foi uma feliz coincidência. Saibam que este país é um TO minúsculo e sem varanda. Estamos sempre inesperadamente a dar de caras com as nossas pessoas, ou elas a encontrarem-nos – já se sabe que ando sempre com os pés a voar e a cabeça no ar …).

Mais fotos em ESTENDAIS SEM PALAVRAS