Mas que grande ressaca de Roma

Uma amiga que se inspirou no filme “Comer, Orar, Amar” foi há uns tempos para Roma com a ideia da recuperação do coração partido da Júlia Roberts.

Respondeu-me assim, quando lhe escrevi sobre o meu estado ressacado:

“Mas não sossega o coração. Roma desassossega-nos. Na monumentalidade das coisas, na história, no peso daquilo tudo, e até no trânsito. […] Em Roma, pensei muito naquilo que nos faz felizes. Naquilo que o ser humano faz para fugir à insatisfação e sede existencial. Até no Vaticano pensei nisso. Se calhar, sobretudo lá. Em Roma é muito visível aquilo que fazemos (em vão) para nos transcendermos. Ficam as pedras.”

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Praia do Guincho

Às vezes as pessoas de ressaca fazem disparates e traquinices, porque se sentem desesperados, certo? Então, larguei tudo no primeiro dia da Primavera e como que numa ode ao renascer típico da época, deixei-me embriagar de limpezas e arrumações, de abraços e partilhas… E de decisões: Berlim.

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Casa das Histórias

A”Viajante”, não é? Está bem. Viajo à procura de mim e viajo sobretudo cá dentro. As minhas Viagens a sério são sempre espirituais. Lembram-se da ressaca da viagem por Itália o ano passado? Essa viagem teve muito pouco de espiritual. Foi uma das viagens mais importantes da minha vida: Aprendi que não quero viajar assim: o excesso foi tal que não deu espaço para respirar os lugares as gentes… não deu espaço para respirar.

© LápisLavra

Lisboa ao Sol vista de uma esplanada “priviligiada” e onde um café não custa 6,00 euros… © LápisLavra

De regresso, e no despertar desta ressaca, percebo cada vez melhor como Amo Viver Lisboa, como a nenhum outro lugar. E como sou apaixonada por quase todas as memórias de Barcelona, de Granada e de Liverpool. Essas quatro cidades são para as pessoas desfrutarem delas.

Roma é para os turistas se deslumbrarem e se iludirem… É coerente com esta sociedade à qual sinto que me “despertenço”. É a mesma sociedade que se anestesia com o imediato, o famoso, o fútil, o grandioso e não se apercebe que o maravilhoso habita ao lado… e não o Abraça.

P.S. Apeteceu-me abraçá-lo antes de se declarar publicamente:
she ‘s very interesting person ,
very quiet and with good manners .
draw very well and walk for all the city all day long ,
very happy to meet her
P.S. Não se despediu… Esperei uns minutos.
Escrevi-lhe um papelinho para me certificar
que ele percebia como gostei de o conhecer.
Afinal também se sente “despertenço” desta sociedade.
Pousei as chaves na mesa da entrada
e saí ao Sol da Primavera,
talvez renascida.
Um dia vou perceber.
Também não gosto de despedidas…
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“Da Viajante”: Às contas com Roma, Lisboa e a Europa que já conheço…

Nas últimas semanas, tenho sido apelidada de Rita, a viajante… Não me parece…  Não gosto disso. Não gosto de apelidos… Por muito que não vos pareça, sou muito muito caseira. Perguntem lá a quem me conhece há mais de 15 anos se não sou bicho do mato… até demais… Ou era…  ;-)

Pronto, pronto, sou e ambiciono ser uma Viajante dentro de “Casa”. Quanto mais viajo além fronteiras mais lhe sinto a falta, mais me sinto maravilhada e sortuda por habitar e desfrutar deste distrito deslumbrante, que tem Tejo, mar Atlântico, praias, montanhas, verde, tanto verde, história tanta história, estética humana e natural, e estórias por todos os lados. E que me parece que os Portugueses não aproveitam como podiam e, arrisco dizê-lo: deveriam.

Palmilhei Roma a pé, foram mais de 30 km para trás e para a frente, durante quatro dias… Não estou desiludida. Não estou. Mas soube a pouco por diferentes motivos. Muito ficou por ver. Não entrei dentro dos monumentos e não fui visitar a cidade debaixo do  chão. A minha prioridade era andar de cabelos ao vento e caminhar de uma ponta à outra até à exaustão. Consegui em parte… Ainda tenho bolhas nos pés e doem-me muito os gémeos desde a primeira noite, que começou logo com uns 12 km por ali fora.  Noite salva pelo o encontro inesperado e emocionado com a Fontana de Trevi. Aquela luz e a aquela água a correr são… dos “deuses” humanos cheios de fé e capazes de criar e construir edificações assim… Só senti emoção parecida ao sair do metro e dar de caras com a Sagrada Família, em Barcelona.

Lisboa não tem algo muito importante que Roma tem por demais: não tem colunas, nem estátuas, nem edifícios ENORMES, em quantidades tais que até enjoa, para não não dizer que até enoja. E não fui ao Vaticano, senhor@s!! Cumpri a promessa a mim própria e nem precisei do incentivo da realização do conclave para não ir. Se tivesse ido, então a ideia que teria de Roma seria ainda mais… deprimente. Os contrastes entre a forma como vivem e viveram os povos desde há mais de dois mil anos e a ostentação dos “representantes” desses povos é arrepiante. Como pode o Vaticano, como podem elEs viver assim…? Sim, estava lá no dia em que o novo Papa foi eleito…

Lisboa tem condutores, que conduzem depressa e descuidadamente, mas a maioria respeita as passadeiras e os sinais verdes para os peões. O mesmo não se pode dizer dos Romanos. Caminhar em Roma é um seríssimo risco para Vida… Isso é o pior de Roma. E  dá mesmo cabo do ânimo de qualquer turista caminhante entusiasmado.

Aproveitando as tais “honrarias” do meu novo apelido  – não ausentes de inveja  – declaro primeiro que a inveja é muito feia e demonstra bem a personalidade triste e enfadonha de quem a emana pelos poros do corpo. E declaro também que estou farta de dizer “olhem desculpem lá qualquer coisinha, mas não gostei muito…”. Chega disso!

E invejam o quê? As viagens de avião que deixam sequelas no meu corpo, possivelmente bem mais sérias do que eu quero sequer pensar… ? Invejam ir e vir em curtos espaços de tempo, que dão somente para conhecer os aeroportos, as estações de comboio, os “halls” de hotel e sobretudo os quartos e as salas de reuniões? Vejam lá, é preciso ter cuidado com o que se inveja. É como com os desejos, é preciso ter cuidado com o que se quer, não vá eles – os desejos – virarem-se contra nós. Alguém quer ir a Bruxelas por mim? Vejam lá se querem, digam. É que a próxima vez deve estar para breve. Do pouco que tive oportunidade de visitar da última vez [finalmente!]  Bruxelas é suja e, no geral, feia e pior, é triste… Parece-me o espelho do estado da União Europeia.

Quanto mais viajo mais sinto que  Não Há Cidade como Lisboa. Quanto mais conheço da Europa, maior é a minha paixão pela capital Portuguesa. Quando mais conheço da Europa mais amo esta luz maravilhosa que me entra pela alma e me aquece o corpo.

Quando encontrar uma capital mais bonita, arrumada, histórica, “estórica”, afável, azul do céu, azul do rio e do mar, sorridente, simpática, luminosa, charmosa, aviso as hostes. Apesar de não ser perfeita, tem qualidades inigualáveis. Até lá, deixem cá ver os argumentos que quiserem, porque eu adoro contra-argumentar.

Habitantes de Lisboa, deixem-se de tretas, tirem mas é os rabos dos vossos sofás e vão para a rua, porque se adivinham maravilhosos dias de Sol Primaveril e com eles a Luz e os Contrastes lá fora e muitos, muitos eventos a custo zero a acontecerem em volta, dentro e fora de casa. É só procurar!

O Papa demitiu-se…

a partir de 28 de Fevereiro…
Ele declarou que está sem forças para aturar o mundo em evoluçãoConvocou o conclave e tudo.
Eu declaro que nunca tive forças para lhe aturar o cinismo, a hipocrisia, o machismo, a LGBTfobia e etc.
Declaro também que me sinto tremendamente chocada por o Vaticano se vestir de oiro e pedras preciosas e estar gente a seus pés a morrer de fome e a não ter tecto para habitar, já para não falar de outras situações como pedofilia e muito mais.
Os museus do Vaticano podem ser de uma beleza inebriante, mas eu tenho como prioridade não pôr lá os meus pés.

Estou indignada com o Eduardo Pitta – “Tenham a cor que tiverem?”

 

Ele está a brincar, não está?

Só pode estar… “Acto falhado”?

A minha mente criativa leu: rosa, laranja, vermelhos, verdes…

A mente criativa dele, supõe-se, leu: pele de cor mais escura que nós outros: caucasianos deslavados (para não utilizar palavreado de outro género menos simpático).

O Eduardo Pitta só pode estar a brincar… estará?

 

P.S. Se o João Miguel Tavares estava a ter um acto falhado,
agradeço que me esclareçam,
porque me está a custar acreditar.

 

Ide povo ide e aprendei mais para seres mais feliz…

Há uns tempos foi publicado um estudo no Expresso sobre a Vida Sexual dos Portugueses que me incomodou tremendamente e deixou triste por vários motivos. Entre eles e logo em primeiro lugar: as pessoas nem sequer o próprio corpo conhecem… ora se não conhecem como é sabem do que é que gostam ou do que deixam de gostar… 

Estou acabadinha de chegar do cinema e vinha a pensar no dito estudo. Dá-me vontade de desatar a gritar por aí: vão, vão ver o “Seis Sessões” e aprendam mais para tornarem as vossas vidas e d@s voss@s companheir@s mais felizes…

outro descobriu que adorava mimos nas orelhas, este nem pensar nisso. As pessoas são todas diferentes…

 

 

 

Diz-me com ares de “criança grande”…

Tenho tanto de miúda  ingénua [sim, às vezes ainda ingénua… ], como de mulher graúda  envelhecida com o peso das agruras da vida.

Tenho tanto de disparates risonhos, sorrisos e gargalhadas soltas, como de nuvens negras, curiscos no olhar e  lágrimas  silenciosas dolorosas em cascata. 

É que por muita “paulada” da vida não há nada, nem ninguém que me roube a intima capacidade de de me deslumbrar e de me emocionar.

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A Roma e o Sax

Mas será que alguém levou mesmo mesmo a sério que o propósito da minha viagem a Roma é encontrar a minha alma gémea? Ninguém se terá por acaso lembrado que a Cidade Eterna é um colosso de História, monumentos, museus, um extraordinário local para uma pessoa se embriagar de cultura?

Já não posso brincar com as palavras, comigo e com o facto de ter formação científica, ter-me preparado durante anos para fazer investigação a sério através de todas metodologias implicitas na actividade da mesma (apesar de nunca a ter praticado), e ao mesmo tempo dar alguma credibilidade à astrologia? E com o facto de ler as previsões da Susan Miller todos os meses? Eu e mais uns quantos cientistas que eu conheço.  Já agora confesso que fui a uma consulta da Rita Dias e achei extraordinário. A Rita é uma pessoa que tem um dom para falar com as pessoas. Cria uma empatia incrível. Ela não é psicóloga, mas se calhar podia ser melhor que muitos psicólogos que para aí há que provocam mais estragos do que o inverso. Se calhar também seria interessante pesquisarem sobre a área em que a Rita é formada. Surpreendam-se!

A Miller diz que os geminianos se calhar deviam por os pés ao caminho e andar no laréu todo o ano para terras longinquas e que se calhar essa é a melhor forma de dar com uma alma gémea. Ora, eu comecei a pensar que Roma está a aparecer na minha vida de muitos lados diferentes em pouco tempo e que já é coincidência a mais! Juntei 1+1+1+1+1+1

Vai daí, senti um estranho chamamento e num impulso comprei um bilhete barato. Vou ser mais clara: decidi ir a Roma, sozinha, com o objectivo de ir pintar!! Se nos entretantos, arranjar companhia esse objectivo muda. Seria a forma de tomar História e Arte até cair para o lado de cansaço.

Por firmes decisões, era muito giro e util aprender a tocar Saxofone. Ah pois era. Mas faz uma barulheira e o meu bairro gosta muito de sossego. Quando inventarem um sax ou um clarinete electrónico a sério, talvez volte às aulas. É que eu adorei a experiência.

Falta um Mandamento dos Abraços

 

Não sei como não reparei…

Falta um importante e fundamental Mandamento dos Abraços:

Para fazeres os teus lutos permitirás zangar-te, sobretudo contigo e com a Vida.

Pode ficar imediatamente antes de:

“Chorarás o que precisares e Ficarás triste o tempo que for preciso”.

E nunca depois de:

“Procurarás sempre o riso tolo e não premeditado e cultivarás a parvoíce para polir as arestas da vida”.

 

P.S. Estou de luto.
Deixem-me estar!
Não se preocupem:
volto já já,
muito mais rápido do que imaginamos…
e com sorrisos!

 

 

 

 

É este “saber sem saber”… do Rumo a Mudar

Há umas semanas que sinto que o meu Rumo está a Mudar.

Ando há meses a sentir-me em convulsão.

Agora não é uma convulsão. Não sei para onde irei, mas isso estranhamente não me angustia. Devo por isso rumar ao sabor dos acontecimentos… agora. E agarrá-los com todas as forças se sentir que devo. Já me aconteceu esta estranheza antes…

Sinto uma mudança que vai acontecer e tornar-se visível – mais tarde que cedo – daquelas que demoram, que acontecem e se tornam  sólidas com o Tempo…

É uma estranha e familiar serenidade neste Sentir.

No outro dia disseram-me “tu sabes, sem saber” e que isso é um dom.

O problema desse tipo de coisa, o que quer que seja – não tenho uma palavra para definir -,  é não  saber usá-la, nem gerir esse Sentir Maior do que eu e que tantas vezes me assusta e bloqueia tanto.

P.S. Recentemente pensei que  iria mesmo deixar de escrever aqui.
Este pensamento tem sido recorrente nos últimos tempos.
Parece que não:
o que está a acontecer é uma Mudança em mim.
O vermelho sangue que envolve este blog…
A escolha desta cor seria um absurdo há uns tempos.
É a cor mais violenta da minha paleta (há cores que nem as permito):
Mexe tremendamente comigo:
inquieta-me, exalta-me, intranquiliza-me…
Suponho que não é por acaso que a escolhi para a usar nos pés
(para onde tenho esta estranha mania de estar sempre a espreitar).
Não é com toda a certeza por acaso que tenho escolhido estes sapatos,
e não outros,
quase todos os dias.
A Vida exige-me  Mudanças directamente cá Dentro.

Atravessei La Espanã nuevamente… la Granada

Eram 18h22, hora de Lisboa quando encontrei a placa “Província de Granada”. Eram onze e meia da noite quando me recostei na almofada… nem perguntem porquê… mais de peripécias geminianas…

Las aulitas se inician por las 16h  e despues és una maratona. Entretanto encontrei uma loja con unos recuerdos non típicos de la ciudad, pero que muy fofitos e con un nombre muy adequado a lo contiexto de lo curso que vin hacer: Callate la boca.

Que fofitos! Aqueles artigos são tão fofitos para las belgilândicas, belgiquezas, cocoon eólicas

E ahora vou a dormir la siesta, porque los chicos estavan luecos por la noche… Merecian un gran castigo! Muy grande!

P.S. Gustam de mio Portunhol italianado? Hum? ;-)

Lá vou eu outra vez para nuestros hermanos

Que desassossego.

Já só faltam tão poucos dias para me meter ao caminho e ir para tão longe… em trabalho… e a conduzir sozinha tantas centenas de quilómetros… tanto que há para fazer entretanto. Mas que desinquietude! Espero pelo menos partilhar as prometidas tapas e trazer o Alhambra digital comigo. Da outra vez só o trouxe em papel. Só existia papel… foi há tanto tempo assim… tanto…

Fui feliz na manif

 

E fui… Feliz… por breves minutos.
É que  sou do tipo manifestante claustrofóbica que aparece e desaparece
sem deixar rasto… uma treta.

Fui imediatamente demitida das minhas funções manifestantes
e arrastada  por um braço dali para fora – com a graça de DeusA…

Ainda bem que tenho o Facebook

fechado à chave… mais ou menos…

Atão não é que a Bélgilândica da moça me publica um <3 no mural?!

Eu já estou a imaginar as malas a voar pelas janelas e os divórcios por esse país fora… muitos…

Também imagino os meus amigos Amigos, o meu irmão, as minhas primas todos a smsarem uns para os outros, a telefonarem, a tagarelarem: a Rita arranjou uma namorada que lhe faz declarações (semi)públicas no FB!?! Será que endoideceu?! Quem é aquela ali naquela foto minúscula que lhe pregou com um coração no mural?

Quem terá sido a alma que se lembrou de inventar que publicar um coraçãozinho no mural alheio era boa ideia para divulgar informações importantes?!

P.S. Se calhar a moça é minha fã secreta
e não tem coragem para me desenhar coraçõeszinhos no ar
mesmo em frente à ponta do nariz…